Em relação aos distúrbios eletrolíticos na falência intestin...
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Os distúrbios eletrolíticos são complicações comuns na falência intestinal, um tema relevante na nefrologia e medicina interna. Vamos analisar a questão e entender por que a alternativa A é a correta.
Alternativa A: A hipocalemia pode resultar da perda do conteúdo gástrico rico em K.
Essa afirmação está correta. No contexto de falência intestinal, pacientes frequentemente experimentam vômitos ou drenagem gástrica, levando à perda de potássio através do conteúdo gástrico. Isso pode resultar em hipocalemia, que é a redução dos níveis de potássio no sangue. O potássio é essencial para várias funções celulares e sua perda pode provocar complicações graves, como arritmias cardíacas. A reposição de potássio é uma estratégia fundamental nestes casos.
Alternativa B: A hipernatremia provavelmente é resultado da alta oferta pela NP.
Esta alternativa está incorreta. A hipernatremia, que é a elevação dos níveis de sódio no sangue, geralmente está relacionada à perda de água livre ou à ingestão excessiva de sódio, não à nutrição parenteral (NP) em si. Na NP, o sódio é cuidadosamente controlado. O principal fator de risco para hipernatremia é a desidratação, que pode ocorrer em pacientes com falência intestinal devido a perdas intestinais excessivas.
Alternativa C: Os sais de magnésio via oral devem ser a primeira escolha para correção da hipomagnesemia se valores >1,4 meq/L.
Embora a reposição oral de magnésio possa ser utilizada, ela não é necessariamente a primeira escolha, especialmente em pacientes com falência intestinal, onde a absorção pode ser prejudicada. A reposição intravenosa é muitas vezes mais eficaz e segura nestes casos, pois garante a absorção adequada.
Alternativa D: Altas perdas intestinais de bicarbonatos não são causa de acidose metabólica hiperclorêmica.
Essa afirmação é incorreta. Perdas intestinais de bicarbonato, como em casos de diarreia intensa, são uma causa comum de acidose metabólica hiperclorêmica. Isso ocorre porque a perda de bicarbonato leva a um acúmulo de cloro no corpo, resultando nesta forma específica de acidose.
Alternativa E: A adição de sais de acetato diminui os níveis de bicarbonato e agrava a acidose hiperclorêmica.
Esta alternativa está errada. O acetato, na verdade, é convertido em bicarbonato no fígado, ajudando a corrigir a acidose. Portanto, a adição de sais de acetato pode ser benéfica em situações de acidose metabólica, ao invés de agravá-la.
Compreender os mecanismos subjacentes aos distúrbios eletrolíticos e suas manifestações clínicas é essencial para o manejo adequado dos pacientes. Caso tenha mais dúvidas, vale a pena consultar referências como o Harrison’s Principles of Internal Medicine ou as diretrizes médicas atualizadas.
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