Os cálculos renais transparentes (não radiopacos) são compos...
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Tema central: Esta questão aborda a identificação da composição química dos cálculos renais radiotransparentes, ou seja, aqueles que não são visíveis em radiografias simples. Entender este aspecto é fundamental para o diagnóstico e definição da melhor abordagem terapêutica em nefrolitíase.
Justificativa da alternativa correta:
A alternativa C) ácido úrico está correta. Cálculos de ácido úrico são caracteristicamente radiotransparentes – ou seja, não aparecem em radiografias simples do abdome, pois não contêm cálcio em sua constituição. Podem, contudo, ser detectados em exames como tomografia computadorizada sem contraste ou ultrassonografia.
Conforme a Associação Europeia de Urologia (EAU), “os cálculos de ácido úrico são radiotransparentes e podem ser tratados por quimiolise oral…” (EAU, Diretrizes Urolitíase, 2023).
Análise das alternativas incorretas:
- A) Oxalato de cálcio: Radiopaco, por conter cálcio, sendo facilmente visualizado em radiografias simples. É o tipo mais comum de cálculo renal.
- B) Fosfato de cálcio: Também radiopaco. Assim como o oxalato, é composto por cálcio, contribuindo para sua visibilidade na radiografia.
- D) Cistina: Embora pouco frequente, pode ser discretamente radiopaco – aparece pálido na radiografia, mas não é considerado radiotransparente.
- E) Fosfato amoníaco-magnesiano (estruvita): Cálculo tipicamente radiopaco, associado a infecções urinárias, especialmente por germes produtores de urease.
Dicas para provas: Palavras-chave como “transparente” ou “não radiopaco” devem imediatamente remeter ao ácido úrico. Muitas vezes, a alternativa correta será aquela que foge à regra dos tipos mais comuns (cálcio). Atenção a termos ambíguos e associações clínicas: cálculos “radiopacos” sugerem cálcio; “radiotransparentes”, ácido úrico.
Evidências e diretrizes: Obras como “Harrison’s Principles of Internal Medicine” e o “Manual de Nefrologia” de Brenner reforçam: “os cálculos de ácido úrico são invisíveis à radiografia simples” (Harrison, 20ª edição, capítulo Nefrolitíase).
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