As revelações de nova pesquisa sobre condições do planeta Urano
Até pouco tempo atrás, os cientistas acreditavam que o planeta Urano e suas cinco maiores luas eram mundos completamente estéreis, sem possibilidade de vida.
Agora, eles descobriram que as luas do gigante gelado podem ter oceanos e até ser capazes de sustentar vida, dizem os cientistas.
Muito do que sabemos sobre elas foi coletado pela nave espacial Voyager 2 da Nasa, que visitou o planeta há muitos anos.
Uma nova análise dos mesmos dados mostra que a visita da Voyager coincidiu com uma poderosa tempestade solar, o que levou a uma ideia enganosa de como o sistema uraniano realmente é.
Urano é um planeta nos confins do sistema solar composto por um núcleo rochoso cercado por gelo.
É um dos planetas mais frios, e inclinado para o lado em comparação com outros planetas — o que também o torna um dos planetas mais estranhos.
Cientistas tiveram a chance de analisar Urano com mais detalhes pela primeira vez em 1986, quando a Voyager 2 passou por ele e tirou fotos sensacionais do planeta e de cinco das suas maiores luas.
Mas o que impressionou os cientistas é que as informações coletadas pela Voyager 2 e enviadas para a Terra mostram que o sistema planetário de Urano, o planeta e suas luas, é ainda mais estranho do que se pensava.
Os dados coletados pelos instrumentos da nave indicavam que eles eram inativos, diferentemente de outros sistemas planetários. Eles também mostravam que o campo magnético de Urano era estranhamente distorcido — era meio esmagado e empurrado para longe do Sol.
O campo magnético segura quaisquer gases e outros materiais que saiam do planeta e suas luas.
A Voyager 2 não encontrou esses materiais, o que era um indício de que o planeta e suas luas eram inativos e estéreis.
Isso foi uma surpresa, porque nenhum dos outros planetas do sistema solar é assim.
Mas uma nova pesquisa resolveu este mistério de longa data. Ela mostrou que a Voyager 2 passou pelo planeta em um dia ruim.
O estudo mostra que, quando a Voyager passava por Urano, o Sol desencadeava uma tempestade solar que criou um poderoso vento que soprou o material dos planetas para fora do campo magnético.
"Então, por quarenta anos, tivemos uma visão incorreta de Urano e de suas cinco maiores luas", explica o pesquisador William Dunn, da University College London.
"Esses resultados demonstram que o sistema uraniano é mais emocionante do que se pensava anteriormente", diz Dunn.
Agora, eles descobriram que as luas do gigante gelado
podem ter oceanos "e até ser capazes" de sustentar
vida, dizem os cientistas.
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