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Ano: 2022
Banca:
Prefeitura de Bauru - SP
Órgão:
Prefeitura de Bauru - SP
Prova:
Prefeitura de Bauru - SP - 2022 - Prefeitura de Bauru - SP - Técnico em Construção Civil/Infraestrutura - Topógrafo |
Q4406120
Português
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Leia o texto a seguir e responda a questão.
TERRA PODE NÃO ESTAR A CAMINHO DE NOVA REVERSÃO DE POLOS
MAGNÉTICOS
Por Danielle Cassita/Editado pr Rafael Rigues – 8 de junho de 2022 às 9h45
É possível que as mudanças atuais no campo magnético da Terra e até a redução da
força geomagnética na chamada Anomalia Magnética do Atlântico Sul não sejam
fenômenos únicos, e talvez nem mesmo indiquem o andamento de uma reversão de
polaridade magnética em nosso planeta. A conclusão vem de um estudo da Lund
University, na Suécia, em que os autores uniram evidências das mudanças no campo
magnético desde 9 mil anos atrás.
O campo magnético da Terra é como um grande escudo invisível que nos protege das
partículas do vento solar e raios cósmicos, facilmente capazes de destruir a atmosfera
terrestre. Este campo não é estável, e passa por reversões de polaridade (quando os
polos norte e sul magnéticos trocam de lugar um com o outro) a cada 200 mil anos,
Só que, nos últimos 180 anos, o campo magnético da Terra perdeu cerca de 10% da sua
força — em paralelo, há ainda a Anomalia Magnética do Atlântico Sul, região em que
satélites falharam em função da alta exposição a partículas solares devido ao campo
magnético estranhamente fraco por lá. Estes fatores levaram os cientistas a especular
que, talvez, uma reversão de polos estivesse em andamento.
Contudo, o novo estudo mostra que este pode não ser o caso. Os pesquisadores
trabalharam com análises de potes de argila aquecidos a mais de 500 ºC, lava vulcânica
solidificada e sedimentos depositados em lagos ou no mar. Estes materiais guardam
informações sobre o campo magnético passado e, ao serem analisados, permitiram que
os pesquisadores medissem sua magnetização.
Com isso, a equipe recriou a direção e força do campo magnético em determinados
lugares e momentos. ―Desenvolvemos uma nova técnica de modelagem, que conecta
estas observações indiretas de diferentes períodos e localizações a uma reconstrução
global do campo magnético ao longo dos últimos 9 mil anos‖, explicou Andreas
Nilsson, geólogo da universidade.
No fim, eles concluíram que a anomalia observada no Atlântico sul é provavelmente um
fenômeno recorrente, relacionado a variações correspondentes no campo magnético da
Terra. ―Com base em similaridades com as anomalias recriadas, prevemos que a
Anomalia Magnética do Atlântico Sul provavelmente vai desaparecer nos próximos 300
anos, e que a Terra não está a caminho de uma reversão de polaridade‖, escreveram.
O modelo desenvolvido por eles pode ser usado em outros estudos, focados na datação
de registros arqueológicos e geológicos através da comparação de variações medidas e
modeladas no campo magnético. Ao estudar as mudanças do campo que envolve a
Terra, os pesquisadores podem aprender mais sobre os processos em andamento no
núcleo do nosso planeta.
O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
https://canaltech.com.br/espaco/terra-pode-nao-estar-a-caminho-de-nova-reversao-de-polos-magneticos-218274/
Visitado em 29/9/2022
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