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Q4145318 Não definido
O paradoxo do compliance: diagnóstico claro, tratamento não

        Imagine um médico que identifica perfeitamente a doença, mas questiona a eficácia do próprio tratamento que prescreve. É isso que revela a pesquisa “Corrupção e Integridade no Mercado Brasileiro”, conduzida pela Transparência Internacional em 2025 com 96 profissionais de compliance.

        Os números são preocupantes: 96% dos especialistas concordam que práticas ilegais impactam negativamente o ambiente de negócios brasileiro. Porém, apenas 69% confiam que a due diligence das empresas é adequada para identificar e evitar essas relações perigosas.

        O problema não está na falta de consciência sobre os riscos, e sim na abordagem fragmentada. Conforme apontado pela pesquisa, 47% veem melhora nas práticas de integridade corporativa, mas isso pode refletir mais uma sofisticação dos processos do que uma mudança real na cultura organizacional.

        Quando 59% dos especialistas em compliance não veem nenhuma instituição como verdadeiramente comprometida, estamos diante de uma crise de legitimidade. Aqui reside uma oportunidade transformadora: as empresas podem liderar pelo exemplo. Isso exige coragem para ir além do compliance reativo e abraçar uma governança proativa.

        O caminho passa por três pilares fundamentais: transparência radical nos processos decisórios, accountability real (não apenas formal) e engajamento genuíno com stakeholders. Nesse sentido, estudos recentes indicam que 91% das empresas já utilizam tecnologia em seus programas de compliance, sendo que a inteligência artificial (IA) já é adotada por 42% das organizações dentro de regras de governança. A IA oferece algo que nunca tivemos antes: a capacidade de detectar padrões invisíveis ao olho humano e antecipar riscos em tempo real. 

        A verdadeira revolução acontecerá quando pararmos de ver integridade como custo de conformidade e começarmos a enxergá‑la como fonte de vantagem competitiva sustentável. O paradoxo da integridade corporativa tem solução: parar de tratar ética como obrigação e começar a vê‑la como oportunidade. Quem fizer essa transição primeiro não apenas sobreviverá aos desafios atuais, mas também prosperará no futuro que está sendo construído agora.

Internet:<www.exame.com>  (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item seguinte.


No trecho “Quem fizer essa transição primeiro não apenas sobreviverá aos desafios atuais, mas também prosperará no futuro que está sendo construído agora.”, no segmento “que está sendo construído agora.”, o vocábulo “que” desempenha a função sintática de sujeito da locução verbal.

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