Qual a principal hipótese diagnóstica? 

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q2088530 Medicina
Mulher, 35 anos, com diagnóstico de infecção pelo Covid-19, evolui com dispneia e dor torácica súbita há três horas. No exame físico, detectado hipoxemia e taquicardia sinusal. Em poucos minutos evolui com hipotensão. Considerando a hipótese diagnóstica principal, foi solicitado ecocardiograma na urgência. 
Qual a principal hipótese diagnóstica? 
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Tema central: Emergências cardiovasculares em pacientes com COVID-19, com ênfase em tromboembolismo pulmonar (TEP).

Raciocínio clínico para a alternativa correta (D):

Paciente jovem, em contexto de infecção por COVID-19, apresenta quadro de dispneia súbita, dor torácica e rápida evolução para hipoxemia, taquicardia e hipotensão. Segundo o Protocolo de Manejo Clínico da COVID-19 do Ministério da Saúde (Complicações Tromboembólicas): “Pacientes com COVID-19, especialmente aqueles hospitalizados, apresentam risco aumentado de eventos tromboembólicos, incluindo tromboembolismo pulmonar”. Estudo clínico e revisões recentes destacam o papel pró-trombótico da infecção pelo SARS-CoV-2, justificando o maior risco de TEP.

Critérios diagnósticos do TEP na prática: Dispneia súbita, dor torácica pleurítica, taquicardia e sinais de comprometimento hemodinâmico (como a hipotensão), principalmente em contexto pró-trombótico (COVID-19). O ecocardiograma à beira-leito é útil para buscar sinais de sobrecarga do ventrículo direito e orientar o manejo inicial.

Alternativas incorretas — Prática da eliminação:

A) Dissecção aguda de aorta: Mais típica em indivíduos com fatores de risco (hipertensão, idade avançada). Costuma haver dor irradiada, assimetria de pulsos e sopro de insuficiência aórtica, não relatados no caso.

B) Pneumotórax hipertensivo: Suspeitar em casos de trauma, DPOC ou pneumopatias prévias, e habitualmente há diminuição do murmúrio vesicular unilateral e timpanismo à percussão – nenhum destes achados consta no enunciado.

C) Infarto agudo do miocárdio: Pode, sim, ocorrer em COVID-19 e cursar com dor torácica e instabilidade. Entretanto, evolui menos tipicamente com hipoxemia e piora súbita, sendo o padrão muito mais sugestivo de evento tromboembólico pulmonar.

Estratégias para provas:

Fique atento(a) ao contexto clínico do paciente (infecção, fatores de risco para trombose), adote a ordem de exclusão racional e destaque os sinais de instabilidade hemodinâmica somados à hipoxemia.

Conclusão: Tromboembolismo pulmonar é o diagnóstico mais provável. Segundo o Ministério da Saúde: “Pacientes com COVID-19 têm risco aumentado para TEP.” Diretrizes internacionais (SBC, AHA/ACC) corroboram essa conduta. O ecocardiograma é parte do fluxo diagnóstico em emergência e orienta manejo.

Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo

Comentários

Veja os comentários dos nossos alunos

A paciente apresenta sinais clássicos de tromboembolismo pulmonar (TEP), que é a resposta correta (alternativa D). A hipoxemia (baixo nível de oxigênio no sangue), taquicardia sinusal (aumento da frequência cardíaca), dor torácica súbita e hipotensão são sintomas comuns de TEP. O TEP é uma condição grave que ocorre quando um coágulo de sangue, geralmente originado nas pernas, se desloca para os pulmões, obstruindo uma ou mais artérias pulmonares. Além disso, sabemos que a Covid-19 aumenta o risco de formação de coágulos sanguíneos. Portanto, o quadro clínico descrito na questão é mais consistentemente associado com um TEP, especialmente considerando a infecção pelo Covid-19 da paciente.

Clique para visualizar este comentário

Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo