Sobre o diagnóstico dos tumores esofágicos, é correto afirma...
Gabarito comentado
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Tema central: O diagnóstico dos tumores esofágicos exige conhecimento dos sintomas, dos métodos complementares e das diretrizes para investigação oncológica. Os exames variam em sensibilidade e aplicabilidade, sendo que a escolha correta impacta diretamente o prognóstico do paciente.
Alternativa correta: C
A endoscopia digestiva alta com biópsia é o exame padrão-ouro para o diagnóstico dos tumores esofágicos. Essa afirmação está de pleno acordo com as recomendações do INCA: “O CE é diagnosticado pelo exame de EDA, durante o qual são realizadas múltiplas biópsias das lesões suspeitas.” (Instituto Nacional de Câncer - INCA, seção Diagnóstico). A EDA permite visualização direta e coleta de amostras, garantindo a distinção entre lesões benignas e malignas, além de direcionar o planejamento terapêutico.
Análise das alternativas incorretas:
A) Disfagia como sintoma tardio:
A disfagia é frequentemente o primeiro sintoma relatado, podendo ocorrer com comprometimento de 30-50% da luz esofágica, e não apenas em fases muito tardias. Portanto, a afirmação é exagerada e pode induzir ao erro.
B) Radiografia contrastada é o mais sensível:
A radiografia contrastada do esôfago é útil para avaliar anatomia e alterações estruturais, mas não é o método mais sensível para tumores precoces. A EDA com biópsia supera em sensibilidade e especificidade.
D) Tomografia é útil só para tumores avançados:
A tomografia computadorizada (TC) auxilia na avaliação de extensão tumoral e metástases em qualquer estádio. Limitar o uso apenas a tumores avançados é incorreto, pois o estadiamento deve ser realizado independentemente do estágio clínico.
E) PAAF é pouco precisa:
A PAAF pode ser utilizada em massas ou linfonodos suspeitos, porém, para a caracterização histológica do tumor esofágico o padrão-ouro é a biópsia endoscópica. Considerar PAAF “pouco precisa” desconsidera seu real papel complementar.
Estratégias de prova: Atenção aos termos exclusivos ou limitantes (ex: “apenas”, “mais sensível”). Sempre relacione práticas diagnósticas com protocolos atuais — no caso, EDA com biópsia. Fique atento a pegadinhas que misturam exames de detecção, avaliação de extensão e estadiamento!
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