Sobre neoplasia de estomago, podemos afirmar: I - O câncer...

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Q2464906 Medicina
Sobre neoplasia de estomago, podemos afirmar:

I - O câncer gástrico caracteriza-se em um estágio inicial pela ausência de sintomatologia ou pela presença de sintomas vagos e inespecíficos, o que contribui para o seu diagnóstico em estágios avançados, muitas vezes já com metástases à distância (M1). II - Alguns sintomas podem sugerir a localização do tumor. A presença de disfagia indica um tumor localizado no terço proximal infiltrando a JEG (junção esôfago-gástrica), enquanto vômitos persistentes e associados à plenitude pós-prandial sugerem um tumor distal com invasão do piloro. O envolvimento de toda extensão do estômago (linitis plastica) leva a sua perda de distensibilidade, ocasionando queixas de náuseas e saciedade precoce. Sangramento oculto não é incomum pois 40% dos pacientes apresentam anemia, ainda que hematêmese ou melena sejam observados em apenas 15% dos casos. III - Durante a avaliação sempre se deve pesquisar sinais patognomônicos de doença metastática, que incluem linfonodomegalias supraclavicular esquerda (nódulo de Virchow) ou axilar esquerda (nódulo de Irish).
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Tema central: neoplasia gástrica – apresentação clínica, correlação sintoma–localização tumoral e sinais físicos de metástase. Em provas, mapeie o tipo de sintoma à localização e identifique sinais de doença metastática que mudam o estadiamento para M1.

Gabarito: E — Todos os itens estão corretos.

I) Assintomático ou inespecífico no início: O câncer gástrico frequentemente cursa com sintomas vagos (dispepsia, plenitude, perda de peso), levando a diagnóstico tardio e maior chance de doença avançada (M1) quando não há rastreamento populacional. Isso é clássico em países sem programas de triagem. (Harrison’s; UpToDate)

II) Sintomas sugerem o sítio tumoral: Disfagia aponta para acometimento proximal/Junção Esofagogástrica; vômitos persistentes e plenitude pós-prandial sugerem obstrução de saída gástrica por tumor distal/pilórico; linitis plástica (infiltração difusa) reduz a complacência do estômago, causando náuseas e saciedade precoce. Anemia ferropriva é frequente por sangramento oculto (≈30–40%), enquanto hematêmese/melena ocorrem em menor proporção (≈10–20%). Esses percentuais estão em linha com séries clínicas. (UpToDate; INCA)

III) Sinais físicos de metástase (M1): Nódulo de Virchow (linfonodo supraclavicular esquerdo) e nódulo de Irish (axilar esquerdo) são linfonodos não regionais; sua presença no câncer gástrico define doença metastática pelo TNM (AJCC 8ª ed.), alterando conduta e prognóstico. Procurá-los na avaliação clínica é obrigatório. (NCCN 2024; Harrison’s)

Por que as demais alternativas (A–D) estão erradas? Todas pressupõem que um ou mais itens (I, II, III) estejam incorretos. Como os três itens são verdadeiros e alinhados às diretrizes e textos de referência, A, B, C e D não se sustentam.

Estratégia de prova: - Associe disfagia a tumor proximal/GEJ; vômitos e plenitude a obstrução pilórica; saciedade precoce à perda de distensibilidade (linitis). - Lembre dos “sinais sentinela” de metástase: Virchow e Irish. Se presentes, o estadiamento é M1.

Diagnóstico na prática: endoscopia digestiva alta com múltiplas biópsias é o padrão-ouro; estadiamento com TC de tórax/abdome/pelve, ecoendoscopia para T/N locorregional e laparoscopia com citologia em casos selecionados. Laboratório frequentemente revela anemia. (UpToDate; NCCN; INCA)

Referências sucintas: Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate – Gastric adenocarcinoma: clinical features/diagnosis; NCCN Clinical Practice Guidelines in Oncology: Gastric Cancer (2024); INCA – Diretrizes para Câncer de Estômago.

Conclusão: Os itens I, II e III refletem fielmente a apresentação clínica e os sinais de metástase do câncer gástrico; portanto, a alternativa correta é E.

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A questão aborda a neoplasia de estômago e apresenta três afirmações para avaliação. A resposta correta é a alternativa E, ou seja, todos os itens estão corretos. No item I, descreve-se a dificuldade de diagnóstico precoce do câncer gástrico, que muitas vezes é assintomático ou apresenta sintomas inespecíficos em estágios iniciais. Essa característica contribui para a descoberta da doença em estágios avançados, frequentemente com metástases, o que é uma realidade clínica observada na prática médica. O item II relaciona sintomas ao local provável da neoplasia dentro do estômago. Disfagia está geralmente associada a tumores próximos à junção esôfago-gástrica, enquanto vômitos contínuos e sensação de plenitude pós-prandial podem indicar um tumor afetando o piloro. Já a linitis plástica, forma difusa da doença, afeta a distensibilidade do órgão, resultando em náuseas e saciedade precoce. A ocorrência de anemia em pacientes com câncer gástrico é comum devido ao sangramento oculto, mesmo que sinais mais explícitos de sangramento, como hematêmese ou melena, sejam menos frequentes. Finalmente, o item III aborda a importância de se investigar sinais de doença metastática. Linfonodomegalias características, como o nódulo de Virchow (supraclavicular esquerda) ou o nódulo de Irish (axilar esquerda), são sinais patognomônicos de metástase e devem ser pesquisados durante a avaliação do paciente. Em resumo, cada item descreve aspectos relevantes e reais da apresentação clínica, diagnóstico e avaliação do câncer gástrico, justificando a escolha da alternativa E como a resposta correta.

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