O acometimento inflamatório da mucosa do esôfago é uma afecç...
( ) A endoscopia é diagnóstica de DRGE na presença da esofagite erosiva com uma especificidade de 95%.
( ) A maioria dos pacientes com DRGE não apresenta alterações na mucosa esofágica detectadas pela Endoscopia Digestiva Alta.
( ) As principais complicações relacionadas com a esofagite são: formação de estenose, ulceração, sangramento e evolução para esôfago de Barrett.
( ) O estádio 5, pela classificação de Savary-Miller, refere-se às lesões crônicas, tais como úlceras e estenoses, isoladas ou associadas às lesões presentes nos estádios menos avançados.
( ) A classificação endoscópica de Los Angeles é, atualmente, a mais utilizada, pois há pouca variação de interpretação interobservadores, além de contemplar a classificação das complicações das esofagites.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é
Gabarito comentado
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Tema central: Esofagite péptica é a inflamação da mucosa do esôfago, geralmente causada por refluxo do conteúdo gástrico (Doença do Refluxo Gastroesofágico – DRGE). O reconhecimento de complicações e domínio das classificações endoscópicas (Savary-Miller e Los Angeles) são fundamentais para o manejo clínico.
Análise assertiva por assertiva:
1) Verdadeira. A endoscopia digestiva alta tem alta especificidade (cerca de 95%) para DRGE na presença de esofagite erosiva. Atenção: esta acurácia só vale quando há erosão visível na endoscopia; se o exame for normal, não exclui DRGE.
2) Verdadeira. Mostra-se certa ao afirmar que maioria dos pacientes com DRGE não tem alterações na mucosa pela endoscopia. Segundo o Protocolo Clínico para Pirose e Regurgitação do Ministério da Saúde, “em cerca de 25-40% dos sintomáticos, o exame endoscópico é normal”.
3) Verdadeira. Complicações clássicas da esofagite incluem estenose, ulceração, sangramento e esôfago de Barrett. Essas consequências aparecem quando o quadro não é tratado ou é de longa duração (vide protocolo e literatura padrão como Harrison’s).
4) Falsa. “Estádio 5” na classificação Savary-Miller NÃO refere-se a lesões crônicas. Segundo o protocolo brasileiro, grau 4 é que trata das lesões crônicas (úlcera e estenose). O grau 5 trata-se de “epitélio colunar contínuo à linha Z”, o que corresponde ao esôfago de Barrett.
5) Falsa. A classificação de Los Angeles é a mais usada por ter baixa variabilidade interobservador, mas não classifica complicações crônicas como estenoses ou úlceras; ela avalia apenas as erosões agudas.
Pontos de atenção e estratégias:
• Cuidado com pegadinha entre Savary-Miller e Los Angeles: saiba qual classifica o quê.
• Palavras como “principal complicação”, “especificidade”, e “a mais utilizada” exigem leitura atenta.
Conclusão: A sequência correta é A) V V V F F, pois as três primeiras afirmativas estão corretas e as duas últimas incorretas, segundo protocolos oficiais e literatura médica de referência.
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