Dislipidemia é elevação de colesterol e triglicerídeos no ...

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Q2464899 Medicina
Dislipidemia é elevação de colesterol e triglicerídeos no plasma ou diminuição dos níveis de HDL (High-density lipoprotein) (HDLC) que contribuem para a aterosclerose. Sobre este assunto assinale a incorreta: 
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Tema central: Dislipidemias e sua relação com risco cardiovascular. O foco é reconhecer características clínicas, exames úteis e, sobretudo, fatores de risco familiares de doença aterosclerótica prematura, conforme diretrizes (SBC, ACC/AHA, ESC/EAS, UpToDate, Harrison’s).

Alternativa incorreta (gabarito): D
O critério correto de história familiar de doença aterosclerótica prematura considera parente de 1º grau e idades men <55 anos e mulher <65 anos. A opção D erra ao citar parente de 2º grau (mulher) <55 anos e ao inverter os sexos/idades para 1º grau masculino <65 anos. Segundo SBC e ACC/AHA, história familiar de doença coronária prematura é: pai/irmão <55 anos; mãe/irmã <65 anos. Parentes de 2º grau não compõem o critério padrão.

Por que as demais estão corretas?

A) O diabetes cursa com “dislipidemia diabética”: TG elevados, HDL baixo e LDL pequenas e densas, frequentemente com apoB alto. Esse perfil é altamente aterogênico (Harrison’s; UpToDate; Diretrizes SBC/ACC/AHA).

B) Hipercolesterolemia (especialmente LDL-C muito alto, como em hipercolesterolemia familiar) pode causar arco corneano e xantelasma. Embora xantelasma possa ocorrer sem dislipidemia, sua associação com LDL elevado é clássica (Harrison’s; ESC/EAS 2019).

C) Em TG elevados/síndrome metabólica, medir número de partículas de LDL ou apoB ajuda a refinar o risco, pois reflete carga de partículas aterogênicas melhor que LDL-C isolado. É recomendado como “risk enhancer” em diretrizes (ACC/AHA 2018/2019; SBC).

E) A dosagem de Lp(a) é indicada quando há história familiar de doença cardiovascular prematura ou suspeita de Lp(a) elevada. Muitas diretrizes sugerem dosagem ao menos uma vez na vida, com prioridade nesses cenários (ESC/EAS 2019; ACC/AHA 2019; SBC).

Estratégia para a prova: Ao avaliar história familiar, foque: (1) grau de parentesco (sempre 1º grau no critério), (2) idade de início (homem <55, mulher <65). Qualquer menção a 2º grau ou troca das idades entre sexos é pegadinha comum.

Resumo didático: Dislipidemia diabética = TG↑, HDL↓, LDL pequenas/densas, apoB↑. Estigmas clínicos clássicos de LDL alto: arco corneano e xantelasma. ApoB/LDL-p úteis em TG alto. Lp(a) deve ser triada na presença de história familiar de doença precoce. Critério de história familiar prematura: 1º grau – homem <55, mulher <65.

Referências essenciais: Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (SBC); ACC/AHA Guideline on the Management of Blood Cholesterol (2018/2019); ESC/EAS Dyslipidaemias (2019); Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate (Dyslipidemia; Lp(a)).

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Comentários

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A questão está relacionada à dislipidemia e seus fatores de risco associados à aterosclerose e doença cardiovascular. A alternativa D é a incorreta porque apresenta um erro na descrição dos critérios relacionados à história familiar de doença coronariana como fator de risco cardiovascular. O correto seria considerar como preocupante um histórico familiar de doença coronariana em parentes de primeiro grau masculinos antes dos 55 anos ou femininos antes dos 65 anos. O texto da alternativa D inverteu os graus de parentesco e as idades, o que não está em conformidade com as diretrizes médicas estabelecidas para avaliação de risco cardiovascular baseadas na história familiar. As demais alternativas estão corretas e refletem o entendimento atual acerca da influência do diabetes (A), manifestações clínicas da hiperlipidemia (B), utilidade das medições de LDL e apo B (C), e importância da triagem em indivíduos com história familiar de doença cardíaca (E) na avaliação e manejo da dislipidemia.

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