A ética no serviço público configura um conjunto de valores...

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Q3955601 Ética na Administração Pública
A ética no serviço público configura um conjunto de valores e princípios que orientam a atuação administrativa para além do cumprimento formal da lei, funcionando como critério de legitimidade das decisões estatais e de controle da discricionariedade. Essa perspectiva permite avaliar a conduta do agente público à luz do interesse coletivo, da integridade institucional e da confiança social nas instituições (BRASIL, 1988).

Com base nessa compreensão, é CORRETO afirmar que:
Alternativas

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Gabarito: B

O que precisava saber: Era necessário saber que a ética no serviço público não se limita ao cumprimento formal da lei nem se orienta por convicções pessoais do agente. Ela funciona como parâmetro de legitimidade da atuação administrativa, vinculada ao interesse público, à moralidade administrativa e ao controle da discricionariedade. O art. 37 da Constituição inclui a moralidade entre os princípios da Administração Pública, e o Código de Ética do servidor federal foi instituído com base nesse marco constitucional.

Critério decisivo: O ponto decisivo foi identificar que a ética no serviço público atua como limite valorativo da atuação do agente público. Isso significa que a decisão administrativa deve ser não apenas legal, mas também moralmente compatível com o interesse público, sem se reduzir à vontade pessoal do agente e sem depender apenas de norma expressa para incidir.

Tema central: Ética na Administração Pública como parâmetro valorativo de legitimidade da atuação administrativa, distinto da legalidade estrita.
Análise das alternativas
A
Errada
Está incorreta porque admite decisões baseadas em convicções pessoais do agente, desde que não contrariem diretamente a lei. A base afirma o oposto: a ética pública não se confunde com vontade pessoal, mas com parâmetros impessoais, institucionais e orientados ao interesse coletivo. Portanto, a ausência de violação direta à lei não autoriza decisão fundada em convicção individual.
B
Certa
A alternativa B está correta porque afirma que a ética no serviço público atua como limite valorativo da atuação administrativa. Esse é exatamente o critério apresentado na base: a ética funciona como parâmetro de legitimidade para além da legalidade formal, orientando a decisão pelo interesse público e pela moralidade administrativa. Mesmo quando existe discricionariedade, a atuação do agente continua submetida a esse controle valorativo.
C
Errada
Está incorreta porque restringe a ética às hipóteses em que exista norma expressa disciplinando previamente a conduta. A base esclarece que a moralidade administrativa incide também sobre condutas não detalhadas previamente em texto legal, justamente porque a ética funciona como critério valorativo amplo e não apenas como repetição de comandos normativos expressos.
D
Errada
Está incorreta porque confunde ética com legalidade estrita ao afirmar que toda decisão legal é, por definição, eticamente legítima. A base afasta essa equiparação e afirma que a legalidade não esgota a legitimidade: um ato pode ser formalmente legal e ainda assim inadequado sob o ponto de vista ético-administrativo, se ofender a moralidade, a finalidade pública ou a confiança social nas instituições.
Pegadinha da questão
A pegadinha foi tentar induzir à confusão entre legalidade e moralidade. A questão exigia perceber que ética pública vai além do simples cumprimento da lei. Também houve tentativa de validar a subjetividade do agente e de reduzir a ética à existência de norma expressa, ambos pontos afastados pela base.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a alternativa tratar ética pública como sinônimo de legalidade, desconfie: a base afirma que a moralidade administrativa amplia o controle da atuação estatal para além da conformidade formal com a lei.
  • Se a opção fundamentar a atuação ética em convicções pessoais do agente, ela contraria a lógica da ética pública, que se orienta por parâmetros impessoais e pelo interesse coletivo.
  • Em questões sobre discricionariedade, lembre que a margem de escolha do administrador não afasta o controle pela moralidade administrativa.
  • Se a alternativa limitar a ética apenas aos casos com norma expressa, ela ignora que a ética pública opera como critério valorativo amplo de legitimidade.

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