Segundo Ana Elizabete Mota (1995), os anos 1980 apresentam-...
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Vamos analisar a questão apresentada sobre a seguridade social brasileira nos anos 1980, com base no texto de Ana Elizabete Mota.
Tema Central: A questão aborda o desenvolvimento da seguridade social no Brasil durante os anos 1980, focando principalmente na previdência social e nas dinâmicas de poder e hegemonia de classe que marcaram esse período.
Resumo Teórico: Nos anos 1980, o Brasil enfrentou uma série de transformações políticas e econômicas. Esse período marcou o fim da ditadura militar e o início de um processo de redemocratização. No cenário da seguridade social, isso significou uma reorganização das políticas sociais, fortemente influenciada por tensões entre interesses de classe e questões econômicas.
Segundo Ana Elizabete Mota, a seguridade social, em especial a previdência, estava no centro de disputas entre diferentes forças sociais, refletindo tanto a busca por maior inclusão social quanto uma resistência às pressões do grande capital. Este contexto gerava uma "cultura política de crise", que visava preservar os interesses do capital dominante, mesmo em meio a mudanças sociais e políticas.
Alternativa Correta: D - vinha sendo gestada uma cultura política de crise que recicla as bases da constituição da hegemonia do grande capital.
A autora destaca que, nos anos 1980, havia um cenário de crise que não apenas influenciava as decisões políticas, mas também reforçava a hegemonia do grande capital. Isso significa que, mesmo em meio a propostas de reformas, os interesses do capital continuavam a ditar as regras, adaptando-se às novas condições sem perder seu controle predominante.
Análise das Alternativas Incorretas:
A - Esta alternativa está incorreta porque os anos 1980 foram marcados por um debate sobre a privatização e não pela estatização das políticas de seguridade social.
B - É incorreta ao afirmar que ações governamentais e não governamentais não tinham relação com a reprodução do capital; justamente o oposto, elas estavam intimamente ligadas aos interesses de classe.
C - A burguesia brasileira não tinha um projeto hegemônico que contemplasse a ampliação das políticas sociais estatais; essas políticas eram vistas como um meio de contenção social, não como um projeto da burguesia.
E - É incorreta porque os anos 1980 foram, de fato, um período de crise para o Brasil, e havia discussões e propostas de reforma na previdência social, justamente como uma resposta à crise em curso.
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A hipótese central é de que, no leito da crise brasileira dos anos 80, vem sendo gestada uma cultura política da crise que recicla as bases da constituição da hegemonia do grande capital. Dois vetores básicos vêm sendo privilegiados na formação dessa cultura: a defesa do processo de privatização, como forma de reduzir a intervenção estatal, e a constituição do “cidadão-consumidor”, que é o sujeito político nuclear da sociedade regulada pelo mercado. Esse movimento, formador de cultura, expressa uma tendência geral de enfrentamento da crise que perpassa as esferas da economia e da política e assume especificidades nas diversas áreas da vida social, como é o caso dos sistemas de seguridade social (MOTA, 1995, p. 24).
vinha sendo gestada uma cultura política de crise que recicla as bases da constituição da hegemonia do grande capital.
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