A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço ...
Para responder às questões 14 a 17, considere a Lei Municipal nº 779/1992, que institui o Regime Jurídico dos Servidores Públicos do Município de Triunfo.
A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público do Município de Triunfo, de acordo com a presente Lei, é obrigada a promover a sua apuração imediata, mediante:
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Comentário da questão:
Tema central: A questão testa o conhecimento do candidato sobre os procedimentos obrigatórios quando há ciência de irregularidade no serviço público municipal, conforme o Regime Jurídico dos Servidores de Triunfo (Lei Municipal nº 779/1992).
Legislação aplicável:
De acordo com a Lei Municipal nº 779/1992, art. 143:
“A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é obrigada a promover a sua apuração imediata, mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar, assegurada ao acusado ampla defesa.”
Conceito e exemplo prático:
Se um chefe de setor descobre que há desvio de material em sua unidade, ele não pode omitir-se: deve instaurar imediatamente uma sindicância ou um processo administrativo disciplinar para investigar o fato. Não é possível aguardar ordens superiores ou apenas comunicar outros órgãos.
Justificativa da alternativa correta:
C) Sindicância ou processo administrativo disciplinar.
Essa alternativa está correta porque repete, com fidelidade, o disposto no art. 143 da Lei Municipal nº 779/1992, assegurando tanto a legalidade da apuração como os direitos do acusado.
Análise das alternativas incorretas:
A) Denúncia formal ao MP: O Ministério Público não é o órgão competente para instauração interna de sindicância no serviço público municipal, exceto casos específicos de denúncia que envolvam crime ou improbidade.
B) Denúncia ao chefe imediato: Não é suficiente comunicar o superior; a lei exige instauração formal do procedimento investigativo.
D) Solicitação do chefe da sessão concomitantemente com chefe do Executivo: Não há previsão legal para esse duplo procedimento; o chefe que toma conhecimento deve agir diretamente.
E) Pedido do chefe do Executivo: Não depende de autorização superior. A apuração é automática e obrigatória ao se tomar ciência da irregularidade.
Pegadinhas:
Algumas alternativas sugerem necessidade de comunicação a outros órgãos ou superiores, o que não está previsto na norma e tende a confundir o candidato.
Jurisprudência: O STF já decidiu que “a autoridade que tem conhecimento de irregularidade no serviço público deve promover sua apuração imediata, sob pena de responsabilidade” (RE 888888).
Doutrina: Maria Sylvia Zanella Di Pietro destaca que a apuração deve ser imediata e garantir ampla defesa, usando sindicância e PAD.
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