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Ano: 2026 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2026 - UERJ - Médico - Psiquiatria |
Q4039911 Psiquiatria
O advento da clorpromazina, na década de 1950, marcou uma revolução no tratamento da esquizofrenia e inaugurou a era da psicofarmacologia moderna, permitindo a redução da agitação psicótica, da psicose franca e das longas internações psiquiátricas. Em relação à ação dos antipsicóticos, é correto afirmar que:
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O critério decisivo era identificar o denominador comum da eficácia antipsicótica: antagonismo D2 ou modulação funcional equivalente da dopamina, com o efeito clínico principal relacionado à via mesolímbica.

Tema central: Mecanismo dos antipsicóticos
Análise das alternativas
A
Certa
A está correta porque descreve o critério farmacodinâmico comum dos antipsicóticos com eficácia clínica: ação antidopaminérgica D2, seja por antagonismo direto, seja por modulação funcional equivalente da sinalização dopaminérgica. A formulação também acerta ao situar o efeito terapêutico principal sobre os sintomas positivos nos circuitos mesolímbicos.
B
Errada
Está errada porque desloca o determinante primário da melhora dos sintomas positivos para uma ação dopaminérgica direta em área cortical/prefrontal. Pela base, o principal vínculo terapêutico para sintomas positivos é com a via mesolímbica, não com modulação cortical específica.
C
Errada
Está errada porque inverte as vias dopaminérgicas relevantes. A base afirma que o benefício sobre sintomas positivos decorre principalmente do efeito na via mesolímbica, enquanto a via mesocortical se relaciona usualmente a sintomas negativos e cognitivos; por isso, atribuir o efeito primário ao bloqueio D2 mesocortical contraria o critério técnico correto.
D
Errada
Está errada por dois motivos concretos: descreve de forma inadequada o mecanismo predominante ao priorizar supressão tônica mesolímbica e exige ocupação D2 acima de 80–90% como condição para eficácia consistente. Pela base, a eficácia clínica não requer regularmente esse grau de ocupação, e níveis tão altos se associam mais a efeitos adversos do que a uma regra de benefício terapêutico.
Pegadinha da questão
A confusão real foi trocar a via mesolímbica pela mesocortical/prefrontal como local principal do efeito antipsicótico sobre sintomas positivos e, em outra alternativa, sugerir que maior ocupação D2 sempre significa maior eficácia.
Dica para questões semelhantes
  • Se a questão perguntar pelo mecanismo comum dos antipsicóticos eficazes, procure a referência a antagonismo D2 ou modulação funcional equivalente da dopamina.

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