Homem de 35 anos, usuário crônico de cocaína, procura atendi...

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Ano: 2026 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2026 - UERJ - Médico - Psiquiatria |
Q4039899 Psiquiatria
Homem de 35 anos, usuário crônico de cocaína, procura atendimento buscando interromper o uso da substância. O último consumo foi há quatro dias. Apresenta humor deprimido, fadiga intensa, hipersonia, aumento do apetite, ansiedade e intensa fissura. Não há sintomas psicóticos ou sinais de instabilidade clínica grave. A melhor conduta, nesse caso, é:
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O enunciado traz abstinência típica de cocaína, sem psicose e sem instabilidade clínica grave; isso direciona a conduta para suporte/sintomático com intervenção psicossocial estruturada.

Tema central: Abstinência de cocaína
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque propõe ISRS para abreviar a síndrome de abstinência de cocaína, e isso não corresponde à conduta padrão. Pela base, não há indicação rotineira de antidepressivo ISRS como tratamento específico da abstinência aguda de cocaína.
B
Errada
Está errada porque indica anticonvulsivantes como controle da abstinência sem que o caso apresente elemento que justifique essa estratégia. Pela base, anticonvulsivantes não são manejo de rotina da abstinência de cocaína na ausência de complicações específicas.
C
Certa
A alternativa C está correta porque corresponde à conduta padrão na abstinência de cocaína sem complicações graves: tratamento predominantemente sintomático e de suporte, associado a intervenções psicossociais estruturadas. Os sintomas descritos no caso são compatíveis com o quadro de retirada/crash, e a base afirma que, nessa situação, não há medicação específica comprovada para abreviar a abstinência como regra.
D
Errada
Está errada porque afirma necessidade de internação hospitalar com monitoramento por risco de óbito, mas o caso descreve ausência de psicose e de instabilidade clínica grave. Pela base, nesse contexto clínico estável, a abstinência de cocaína não impõe internação obrigatória apenas por risco iminente de morte.
Pegadinha da questão
A confusão explorada foi tratar a abstinência de cocaína como se exigisse farmacoterapia específica para abreviá-la ou internação automática por risco letal, quando o quadro descrito é de manejo de suporte com abordagem psicossocial.
Dica para questões semelhantes
  • Em abstinência de cocaína com sintomas típicos de retirada e sem psicose ou gravidade clínica, pense primeiro em suporte/sintomático e intervenções psicossociais estruturadas.
  • Não marque como conduta padrão medicações específicas para abreviar a abstinência de cocaína se o enunciado não trouxer indicação própria para isso.
  • Não presuma internação obrigatória apenas pela abstinência; procure no caso sinais de psicose, instabilidade clínica grave ou outro risco maior explicitado.

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