🎯 Saiba o que estudar

Avançado com Treinador a partir de R$ 0,76/dia

Com base nas informações do texto, marque com V as afirmati...

Ver outras questões
Usar o filtro de questões
Q4248950 Não definido
Educação política passará a integrar currículo escolar


Uma nova lei publicada nesta terça-feira (14) no Diário Oficial da União inclui a educação política e direitos da cidadania como componentes curriculares obrigatórios na educação básica. As normas alteram a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) e também criam a Semana Nacional da Ética e da Cidadania.

Com isso, os estudantes passarão a ter acesso a conteúdos voltados à compreensão da organização da sociedade, do exercício da cidadania e da participação democrática.

De acordo com Daniel Cara, professor da Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo), a medida cumpre um papel importante dentro das escolas.

"O valor pedagógico desse debate é tanto ensinar para o exercício da cidadania quanto a preparação para a vida. Estimular a participação política rumo a um país desenvolvido, próspero economicamente, justo socialmente e sustentável em termos ambientais", afirma o especialista.

Segundo o educador, debater educação política nas salas de aula é "essencial". No entanto, já deveria ser uma pauta implementada nas disciplinas de Filosofia e Sociologia. "A questão é que a Reforma do Ensino Médio desconstruiu toda a área de Ciências Humanas e deixou a LDB caótica", explica Daniel Cara.

"A BNCC (Base Nacional Comum Curricular) é falha, propositalmente, na questão da educação política. Deveria ser um tema aprofundado em Sociologia e Filosofia, além de ser abordado em História e Geografia. O melhor caminho, portanto, seria uma revisão da LDB, que é falha em quase todas as áreas e já deveria ser revista", defende o educador.

Apesar de a medida ser destinada ao ensino básico, é possível que a implementação do debate se restrinja ao período do Ensino Médio. No entanto, Daniel Cara defende que a temática seja abordada após o 8º ano do Ensino Fundamental.

"O estudo da realidade social e política deveria ser abordado no Ensino Médio, de modo objetivo, dentro do currículo de Filosofia e Sociologia, que idealmente deveriam começar no 8.º ano do Ensino Fundamental", diz o especialista

Por vezes, estimular o pensamento crítico dentro das salas de aula reverbera de forma negativa. Apesar de estes componentes curriculares carregarem um papel social de desenvolvimento para os jovens estudantes, medidas como essa podem ser associadas a uma determinada formação ideológica dentro das escolas.

No entanto, Daniel Cara reforça que, para que isso não ocorra, é preciso valorizar as disciplinas que formam docentes para estimular debates políticos de forma educativa.

"Certamente há esse risco, por isso, deveria estar sob a égide da sociologia e da filosofia, que possuem a estruturação de um curso de licenciatura que forma os professores para não doutrinarem", explica o educador.


https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/pne-o-que-muda-com-a-aprova
cao-do-projeto-de-educacao/?utm_source=csa-cdm&utm_content=articl
e

Com base nas informações do texto, marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas.

(__)Infere-se do posicionamento do especialista que a criação do novo componente curricular decorre, ao menos em parte, da percepção de insuficiências da organização curricular vigente quanto ao tratamento da educação política.
(__)Infere-se do texto que a legislação determina expressamente que os conteúdos de educação política sejam ministrados exclusivamente nas disciplinas de Filosofia e Sociologia, iniciando-se obrigatoriamente no 8.º ano do Ensino Fundamental.
(__)É possível inferir que o texto distingue a existência do risco de doutrinação da inevitabilidade de sua ocorrência, ao indicar mecanismos que poderiam reduzi-lo.
(__)Segundo o texto, a Reforma do Ensino Médio ampliou o espaço da área de Ciências Humanas na LDB, o que favoreceu a criação de condições estruturais para a implementação da educação política nas escolas.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência que completa corretamente os itens acima, de cima para baixo.
Alternativas