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Q3615680 Fisioterapia

Na avaliação de pacientes que chegam ao fisioterapeuta com queixa principal de lombalgia, são sinais e sintomas da síndrome da articulação sacroilíaca para o correto diagnóstico da condição apresentada:



1. Dor na virilha.


2. Alívio da dor em geral ao caminhar.


3. Dor abaixo da crista ilíaca posterosuperior.


4. Disfunção sexual presente, como a impotência nos homens.


5. Dor ou desconforto ao inclinar-se para frente.



Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.

Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: reconhecimento clínico da dor da articulação sacroilíaca (ASI) em pacientes com lombalgia. A ASI é uma articulação de carga; suas disfunções geram dor mecânica, frequentemente referida para nádega, região abaixo da EIPS (crista ilíaca póstero-superior), face lateral da coxa e, em parte dos casos, virilha. (UpToDate; Laslett et al., Spine 2005; diretrizes NASS).

Alternativa correta: B (1, 3 e 5)

(1) Dor na virilha: compatível. A ASI pode referir dor para a virilha em 20–40% dos casos, devido à inervação e ao padrão de dor referida do complexo sacroilíaco e ligamentos adjacentes (UpToDate; Laslett 2005).

(3) Dor abaixo da EIPS: achado clássico. O “Fortin finger test” (o paciente aponta com um dedo a área inferior e medial à EIPS) é altamente sugestivo de dor de origem sacroilíaca.

(5) Dor ao inclinar-se para frente: típico de dor mecânica da ASI por aumento de cisalhamento/compressão durante a flexão do tronco, sobretudo ao levantar cargas ou sair da posição sentada.

Pegadinha: muitos candidatos associam melhora com marcha à lombalgia mecânica inespecífica; na ASI, deambular e subir escadas frequentemente piora a dor por sobrecarga unilateral.

Por que as demais afirmativas não entram

(2) “Alívio da dor ao caminhar”: não é característico da ASI. Em geral, marcha prolongada, ficar em pé, rolar na cama ou subir degraus agravam a dor sacroilíaca (UpToDate; NASS). Melhora com marcha é mais descrita em alguns quadros discogênicos/estenosantes, não como sinal típico da ASI.

(4) “Disfunção sexual como impotência”: não é sinal diagnóstico da ASI. Pode haver desconforto pélvico/dispaneuria em alguns casos, mas impotência masculina não é manifestação típica nem constelação diagnóstica da ASI.

Estratégia de prova: priorize a localização da dor (abaixo da EIPS), o padrão de dor referida para virilha/nádega e piora com carga/transferências (levantar da cadeira, virar na cama, inclinar-se). Desconfie de itens que generalizam “melhora com caminhar”.

Diagnóstico clínico e confirmação: combinar ≥3/5 testes provocativos positivos (thigh thrust, distraction, compression, sacral thrust, Gaenslen) aumenta a acurácia (Laslett 2005). RM é útil para sacroiliíte inflamatória (espondiloartrites). O padrão-ouro de confirmação é bloqueio anestésico intra-articular guiado por imagem (NASS).

Análise das alternativas:

A (1,2,3): errada por incluir (2). B (1,3,5): correta. C (1,4,5): errada pela (4). D (2,3,4): duas incorretas (2 e 4). E (2,4,5): duas incorretas (2 e 4).

Referências sucintas: UpToDate (Sacroiliac joint pain, 2024); Laslett M. et al., Spine, 2005; Diretrizes NASS para dor da articulação sacroilíaca.

Gabarito: B

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