Brasil e Colômbia sofreram intensos impactos dos processos de
colonização e de globalização, os quais desencadearam e
continuam promovendo grandes perdas linguísticas, totais ou
parciais, apesar de todos os movimentos e ações de resistência.
O histórico de relações colonizadoras e opressivas, direcionadas
para a integração à sociedade dominante, por meio de
escravizações, explorações, catequizações e sistemas
eurocêntricos de escolarização, provocou imensa erosão
linguística, implicando também na perda de elementos
ritualísticos, saberes ancestrais e práticas tradicionais.
Queiroz e Paula (2018) destacam os impactos desse desgaste
linguístico não somente com relação às estruturas das línguas, mas
abrangendo a totalidade de saberes culturais sistematizados pela
língua de cada povo, com perdas de suas histórias, experiências,
compreensões de mundo e modos de se relacionar e de
transformar a realidade.
Luciano (2017) descreve profundamente essa relação entre língua
e tradição, com suas perdas mútuas, implicando em eliminação de
importantes cosmovisões, mitos, rituais, cantos e conhecimentos
espirituais, tornando-se essenciais os processos de revitalização e
fortalecimento das línguas, de forma conectada às tradições de
cada etnia.
STUMPF, Beatriz O. e MENEZES, Ana Luísa T. de. Experiências com línguas e
linguagens em licenciaturas indígenas do Brasil e da Colômbia. Tellus,
Campo Grande, MS, 2022, nº 47, p. 83-108.
De acordo com o texto, assinale a opção que indica a relação
existente entre língua e cultura.
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