Em uma criança diagnosticada com leucemia linfoblástica agu...
Gabarito comentado
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Tema central: manejo inicial da leucemia linfoblástica aguda (LLA) pediátrica frente a hemograma com anemia, trombocitopenia e leucocitose com blastos, quadro típico de falência medular por proliferação de linfoblastos.
Alternativa correta: D — Quimioterapia combinada com agentes mielotóxicos.
Justificativa: O tratamento de escolha da LLA em crianças é quimioterapia multiagente estruturada em fases: indução (p. ex., vincristina + corticosteroide + asparaginase ± antraciclina), consolidação/intensificação e manutenção, além de profilaxia do SNC com quimioterapia intratecal. A “mielotoxicidade” é esperada e monitorada. Esse padrão segue protocolos BFM/COG e diretrizes atuais (UpToDate; Harrison’s Principles of Internal Medicine; NCCN/COG Pediatric ALL; SOBOPE). A abordagem inicial inclui ainda suporte (hidratação vigorosa, alopurinol/rasburicase para síndrome de lise tumoral, transfusões conforme necessidade), mas o tratamento que modifica prognóstico é a quimioterapia combinada.
Estratégia para a prova: em criança com blastos circulantes + citopenias, pense em LLA. A conduta que muda sobrevida é quimioterapia multiagente com profilaxia do SNC. Suporte é importante, mas não substitui o tratamento específico.
Análise das alternativas incorretas:
A) Corticosteroides apenas: podem reduzir temporariamente blastos, mas isoladamente não induzem remissão sustentada e podem mascarar o quadro ou precipitar lise tumoral sem controle. Protocolos usam corticoide em combinação (vincristina, asparaginase, etc.).
B) Transfusão de plaquetas e sangue total: transfusões são suporte para anemia/plaquetopenia, não terapia definitiva da LLA. Além disso, “sangue total” raramente é indicado; prefere-se concentrado de hemácias e plaquetas leucorreduzidos e irradiados em onco-hemato pediátrica.
C) Aciclovir: antiviral útil apenas se houver infecção por HSV/VZV comprovada ou fortemente suspeita. LLA é doença neoplásica; antivirais não tratam a leucemia.
E) Antibióticos de amplo espectro: indicados em febre/neutropenia como suporte imediato, mas não tratam a LLA. A conduta específica permanece a quimioterapia combinada.
Fisiopatologia resumida: proliferação clonal de linfoblastos ocupa a medula, reduzindo eritropoiese e megacariopoiese (anemia e trombocitopenia) e lançando blastos ao sangue periférico.
Protocolos e diretrizes: COG/ALL-BFM (indução, consolidação, manutenção, profilaxia SNC); UpToDate 2024; Harrison’s; recomendações SOBOPE. Em LLA Ph+, acrescenta-se inibidor de tirosina-quinase.
Pegadinhas: “agentes mielotóxicos” pode parecer negativo, mas é esperado em quimioterapia eficaz. “Sangue total” é termo impreciso e pouco usado no contexto oncológico.
Gabarito: D
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