Uma criança de 12 anos com quadro de asma apresenta crises ...
Uma criança de 12 anos com quadro de asma apresenta crises recorrentes, inclusive noturnas, e necessidade de broncodilatador de resgate diário. Avalie o nível de controle e a terapia adicional:
I. A definição de asma moderada-persistente ou gravepersistente envolve crises frequentes e uso constante de SABA.
II. O passo subsequente pode ser intensificar corticoide inalatório e associar um LABA.
III. Em casos refratários, avalia-se imunobiológicos (antiIgE) ou outros moduladores.
IV. A dispensa de corticoides inalatórios e substituição por anticolinérgicos orais de longa duração é a abordagem padrão.
Estão CORRETAS as afirmativas:
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Tema central: Avaliação do nível de controle da asma em adolescente (12 anos) com crises frequentes e necessidade diária de SABA, e escolha do passo terapêutico adequado conforme diretrizes (GINA 2024, SBP, NAEPP 2020).
Gabarito: A – I, II e III.
Justificativa da alternativa correta
I. Criança/adolescente com crises recorrentes, inclusive noturnas, e uso diário de SABA tem asma não controlada, geralmente compatível com persistente moderada a grave. Critérios de não controle: sintomas >2x/semana, despertares noturnos, limitação de atividades, SABA >2 dias/semana (GINA 2024; SBP).
II. Próximo passo é intensificar corticoide inalatório (CI) e associar LABA. Opções recomendadas: CI-formoterol em dose baixa/moderada como manutenção e alívio (MART) ou CI + LABA fixo com SABA de resgate (GINA 2024; NAEPP 2020).
III. Em asma grave refratária após otimizar adesão/técnica e tratar comorbidades, consideram-se imunobiológicos (p.ex., omalizumabe anti-IgE; mepolizumabe/benralizumabe anti-IL5; dupilumabe anti-IL4R; tezepelumabe anti-TSLP) aprovados para ≥12 anos em perfis específicos (GINA 2024; UpToDate).
Por que a IV está errada? CI é a pedra angular do controle da asma. Não se dispensa CI em doença persistente. Anticolinérgicos orais não são padrão no tratamento da asma; o tiotrópio (antimuscarínico) é inalatório e apenas adjuvante, nunca substitui CI (GINA 2024; SBP).
Estratégia de prova (raciocínio clínico):
- Identifique sinais de não controle: sintomas frequentes, despertares noturnos, SABA diário.
- Antes de “step-up”, confirme adesão e técnica inalatória, e trate comorbidades/trigger.
- Para não controlados em CI, subir dose e/ou adicionar LABA; refratários: biológicos.
Análise das alternativas
A. Correta: contempla I (critérios de persistência), II (CI + LABA/ajuste de dose) e III (biológicos em refratários).
B. Incorreta: inclui a IV, que contraria as diretrizes ao propor substituir CI por anticolinérgicos orais.
C. Incorreta: falta o passo terapêutico essencial (II) e a opção de biológicos (III), ambos recomendados.
D. Incorreta: inclui a IV (falsa) e omite o LABA/ajuste de CI (II), que é o manejo correto.
Pegadinhas comuns: “SABA diário” como solução é desatualizado e aumenta risco de exacerbações; não substitua CI por outras classes em asma persistente.
Fontes: GINA 2024 Global Strategy for Asthma Management; SBP – Diretrizes de Asma em Pediatria; NAEPP 2020 Focused Updates; UpToDate (Asthma in adolescents: management).
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LABA significa Long-Acting Beta-Agonist, ou seja, beta-agonista de longa duração.
São broncodilatadores usados para controle da asma e DPOC, pois ajudam a manter as vias aéreas abertas por mais tempo, agindo por 12 horas ou mais.
- Salmeterol
- Formoterol
- Indacaterol (mais usado na DPOC)
⚠️ Importante: LABA nunca deve ser usado sozinho na asma — sempre em combinação com corticoide inalatório, pois sozinho aumenta o risco de eventos adversos graves.
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