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Q3293609 Medicina

Analise as afirmações sobre diagnóstico e manejo de tuberculose na pediatria:


I. Sintomas persistentes de tosse há mais de 2 semanas e contato com adultos bacilíferos suscitam investigação de TB pulmonar.

II. A prova tuberculínica (PPD) é dispensável em crianças assintomáticas com radiografia normal.

III. O esquema 2RHZ/4RH (por 6 meses) é o padrão no Brasil para tuberculose infantil com pulmões acometidos.

IV. Há maior frequência de TB extrapulmonar em crianças do que em adultos.

V. Sempre é necessário isolamento hospitalar prolongado.


Estão CORRETAS as afirmativas: 

Alternativas

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Tema central: diagnóstico e manejo da tuberculose (TB) na infância, com foco em quando investigar, uso de PPD/TST, esquema terapêutico e necessidade de isolamento. Diretrizes-chave: Ministério da Saúde (MS-BR), OMS/WHO e SBP.

Alternativa correta: A (I, III e IV)

I – Correta. Em pediatria, tosse persistente ≥2 semanas, especialmente com contato com adulto bacilífero, é indicação de investigação de TB pulmonar (radiografia, TST/IGRA e microbiologia quando possível). Crianças têm carga bacilar baixa, então o vínculo epidemiológico pesa muito no diagnóstico. (WHO 2022; MS-BR 2019/2022; SBP)

III – Correta. O esquema 2RHZ/4RH (rifampicina+isoniazida+pirazinamida por 2 meses, seguido de rifampicina+isoniazida por 4 meses) é o padrão brasileiro para TB pulmonar sensível em crianças. Exceções: TB meníngea/óssea geralmente requerem esquemas mais longos e podem incluir etambutol no ataque. (MS-BR; SBP; UpToDate)

IV – Correta. Crianças, sobretudo < 5 anos, têm maior frequência de formas extrapulmonares (ganglionar, miliar, meníngea) do que adultos, pela imaturidade imunológica. (WHO 2022; SBP)

Por que as demais estão incorretas?

II – Incorreta. Afirmar que o PPD/TST é dispensável em criança assintomática com RX normal está errado. Em contactantes, deve-se testar TST/IGRA para detectar infecção latente e indicar quimioprofilaxia quando apropriado, mesmo sem sintomas e com radiografia normal. (MS-BR; WHO; SBP)

V – Incorreta. Não é “sempre necessário” isolamento hospitalar prolongado. A maioria é tratada ambulatorialmente; crianças pequenas são paucibacilares e pouco transmissoras. Isolamento é reservado a casos com baciloscopia positiva, suspeita de TB resistente ou condições clínicas que exijam internação. Após ~2 semanas de terapia efetiva, a infectividade cai significativamente. (MS-BR; WHO)

Resumo diagnóstico prático: - Sintomas: tosse ≥2-3 semanas, febre vespertina, perda ponderal, sudorese noturna, contato. - Exames: radiografia de tórax; TST/IGRA; microbiologia quando possível (escarro induzido/aspirado gástrico, Xpert MTB/RIF, cultura). Critérios integram clínica, epidemiologia e imagem. (SBP; UpToDate)

Conduta terapêutica: - Esquema de escolha: 2RHZ/4RH para TB pulmonar sensível em crianças; ajustar em formas graves (ex.: meníngea) e TB resistente. Aderência e farmacovigilância são essenciais. (MS-BR; WHO)

Estratégia para prova: sinalize “contato + tosse crônica” como gatilho para investigar; lembre que TST/IGRA nunca é “dispensável” em contactantes; e que o esquema brasileiro clássico é 2RHZ/4RH. Cuidado com a pegadinha do “sempre isolamento”.

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