Em um paciente com indicativo de candidíase bucal e queixa ...
Gabarito comentado
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Tema central: diagnóstico de candidíase bucal na prática clínica. O quadro típico envolve placas esbranquiçadas removíveis que deixam base eritematosa e queixa de ardor/burning (comum na forma eritematosa/atrófica), exigindo confirmação clínica e, quando necessário, laboratorial.
Alternativa correta: A — Está alinhada às diretrizes: o diagnóstico é principalmente clínico; pode-se confirmar com citologia esfoliativa (KOH, Gram ou PAS) e, em casos refratários/recorrentes, realizar cultura fúngica. Sempre investigar fatores predisponentes: imunossupressão (HIV, quimioterapia, corticoides), próteses mal adaptadas/uso contínuo, xerostomia, diabetes, antibióticos de amplo espectro e inaladores com corticoide. Essa abordagem é recomendada por UpToDate e textos clássicos como Neville (Oral and Maxillofacial Pathology).
Como raciocinar na prova: diante de ardor difuso + placas removíveis → pensar em candidíase pseudomembranosa/eritematosa. Se o caso for típico, o diagnóstico é clínico; se atípico, persistente ou em paciente de risco, solicite citologia e avalie causas subjacentes.
Por que as demais estão incorretas?
B) Propõe antimicrobianos de amplo espectro para uma condição fúngica. Além de ineficaz, pode piorar a candidíase ao desequilibrar a microbiota. Conduta correta: antifúngicos (nistatina ou miconazol tópicos; fluconazol sistêmico em casos extensos/refratários) e correção dos fatores predisponentes (UpToDate; Ministério da Saúde – Atenção Básica/ Saúde Bucal).
C) Placa saburrosa na língua não confirma candidíase. Saburra é depósito de detritos/biofilme, removível com higiene e sem base eritematosa característica. Diferenças importantes: candidíase deixa base avermelhada e pode cursar com queilite angular; diagnósticos diferenciais incluem língua saburrosa, leucoplasia, queimaduras químicas e líquen plano.
D) É falso que ocorre apenas em desdentados. Embora próteses sejam fator de risco (estomatite protética), a candidíase acomete também dentados, especialmente em imunossuprimidos, diabéticos, usuários de antibióticos/inaladores e com xerostomia (Neville; UpToDate).
Exames e critérios úteis: citologia esfoliativa (visualiza hifas/leveduras), cultura para espécies e sensibilidade em recidivas, glicemia/HIV quando houver suspeita de imunossupressão. O exame físico deve testar a removibilidade da placa e observar a base eritematosa.
Dica de prova: palavras-chave como “placas que saem ao raspado” + “base avermelhada” + “ardor” apontam para candidíase; “tratar com antibiótico” e “ocorre só em desdentados” são armadilhas clássicas.
Referências: UpToDate – Oral candidiasis; Neville BW. Oral and Maxillofacial Pathology; Ministério da Saúde – Caderno de Atenção Básica: Saúde Bucal.
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O gabarito que aponta a alternativa A como correta está errado, pois a candidíase bucal não ocorre apenas em desdentados, e bloquear a investigação é inadequado. A alternativa D é a correta, pois descreve a abordagem padrão: identificar placas esbranquiçadas removíveis, usar citologia esfoliativa ou cultura fúngica se necessário e investigar fatores predisponentes como baixa imunidade e próteses mal adaptadas.
Candidíase bucal é uma infecção fúngica causada principalmente por Candida albicans. Apresenta-se de diferentes formas clínicas, sendo a mais comum a pseudomembranosa (conhecida como "sapinho"), caracterizada por placas brancas removíveis sobre mucosa eritematosa. Outros tipos incluem a forma eritematosa (mucosa avermelhada e dolorida), a hiperplásica (placas aderidas) e a queilite angular (fissuras nos cantos da boca).
Os principais fatores predisponentes são: imunossupressão (HIV, diabetes), uso prolongado de antibióticos ou corticoides, má higiene de prótese, prótese mal adaptada e xerostomia.
O tratamento inclui antifúngicos tópicos (nistatina, miconazol) ou sistêmicos (fluconazol), além da correção dos fatores predisponentes.
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