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Q4039783 Veterinária
Em um zoológico, uma ave aquática é atendida apresentando dispneia, apatia e secreção nasal. Nos dias an teriores, outros indivíduos do mesmo recinto apresentaram sinais semelhantes, incluindo mortalidade. Durante a triagem, a equipe discute a possibilidade de influenza aviária e as medidas imediatas a serem adotadas, considerando risco sanitário, ocupacional e fluxos institucionais no estado de Santa Catarina. Considerando os princípios de vigilância, transmissão e biossegurança relacionados à influenza aviária em aves silvestres, avalie as afirmativas a seguir:

I. A adoção de medidas de biossegurança deve ocorrer já na suspeita clínica, incluindo isolamento e uso de equipamentos de proteção individual.
II. A notificação deve ser realizada ao órgão oficial de defesa sanitária animal no estado, como a CIDASC.
III. A ausência de sinais neurológicos reduz significativamente a probabilidade de influenza aviária. IV. A manutenção do animal em área comum é aceitável até confirmação laboratorial, desde que sem contato direto.
IV. A transmissão ocorre principalmente por contato direto, sendo irrelevante o papel de secreções e fômites.

Assinale apenas a alternativa correta.  
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Na suspeita clínica e epidemiológica de influenza aviária em ave aquática com sinais respiratórios, outros casos no mesmo recinto e mortalidade, a conduta é imediata: isolamento, biossegurança e notificação ao serviço oficial de defesa sanitária animal. A confirmação laboratorial não é pré-requisito para conter o risco, e a transmissão não se limita ao contato direto.

Tema central: Biossegurança, vigilância e notificação na suspeita de influenza aviária
Análise das alternativas
A
Errada
Está incorreta porque combina uma assertiva verdadeira com uma falsa. A II é correta, mas a III é falsa: a ausência de sinais neurológicos não reduz significativamente a probabilidade de influenza aviária. O quadro suspeito pode ser predominantemente respiratório, com apatia, secreção nasal, ocorrência em múltiplos animais e mortalidade no recinto.
B
Errada
Está incorreta porque a I é verdadeira, mas a IV é falsa. Manter o animal em área comum até confirmação laboratorial contraria o princípio de biossegurança para doença aviária transmissível de alto impacto. A contenção deve começar na suspeita, porque o risco de disseminação não depende de aguardar exame confirmatório.
C
Certa
A alternativa C está correta porque as assertivas I e II correspondem à conduta tecnicamente indicada na suspeita de influenza aviária. A I é verdadeira porque medidas de biossegurança devem começar imediatamente na suspeita clínica/epidemiológica, com isolamento, restrição de manejo e uso de EPI, sem aguardar laudo. A II é verdadeira porque casos suspeitos com impacto sanitário devem ser comunicados ao serviço oficial de defesa sanitária animal do estado, no contexto apresentado como a CIDASC. Esse é o fluxo esperado quando há risco sanitário e ocupacional em agrupamento de aves com sinais respiratórios e mortalidade.
D
Errada
Está incorreta porque a questão apresenta duplicação de numeração na redação das assertivas: a última proposição corresponde à quinta assertiva, ainda que tenha aparecido como IV no enunciado. Nessa leitura, tanto a terceira quanto a quinta são falsas. A III erra ao tratar a ausência de sinais neurológicos como fator que rebaixa de modo importante a suspeita, o que não se sustenta diante de quadro respiratório coletivo com mortalidade. A V é falsa porque a transmissão não ocorre apenas por contato direto; secreções, ambiente contaminado, água e fômites têm papel epidemiológico relevante.
E
Errada
Está incorreta porque III, IV e V são tecnicamente erradas. A questão exige reconhecer que só I e II se sustentam: agir já na suspeita e notificar o órgão oficial. Não é correto exigir sinais neurológicos para sustentar a hipótese, nem aceitar permanência em área comum, nem considerar secreções e fômites irrelevantes na transmissão.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre agir apenas após confirmação laboratorial versus agir já na suspeita, além de tentar induzir erro ao sugerir que ausência de sinais neurológicos enfraquece muito a hipótese e que sem contato direto o risco ficaria controlado.
Dica para questões semelhantes
  • Em doença aviária de relevância sanitária, verifique se o gatilho da conduta é a suspeita clínica/epidemiológica; se for, isolamento, EPI e restrição de manejo não esperam laudo.
  • Em questões de vigilância, procure a obrigação de comunicar o serviço oficial de defesa sanitária animal quando houver suspeita com risco coletivo.
  • Não exclua influenza aviária por ausência de sinais neurológicos se o enunciado trouxer sinais respiratórios, casos agrupados e mortalidade.
  • Se a alternativa tratar secreções, água contaminada ou fômites como irrelevantes, a tendência é estar errada em doenças aviárias transmissíveis.

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