Considerando os sentidos e aspectos sintáticos do texto prec...
Para o príncipe não é coisa somenos a escolha de seus ministros, que são bons ou não, conforme a prudência daquele. E o primeiro juízo que se faz da mente de um príncipe é observar os homens que ele tem a seu lado. Quando eles são capazes e fiéis, podemos considerá-lo sábio, porque soube reconhecê-los suficientemente e mantê-los fiéis; quando, porém, não forem assim, pode-se fazer mau juízo dele, pois o primeiro erro que comete é o desta escolha.
Nicolau Maquiavel. O príncipe: com as notas de Napoleão Bonaparte. Tradução de J. Cretella Jr. e Agnes Cretella. 2.ª ed. rev. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 1997, p. 144 (com adaptações).
Considerando os sentidos e aspectos sintáticos do texto precedente, julgue o seguinte item.
Sem prejuízo da ideia central do texto, a oração “Para o príncipe não é coisa somenos a escolha de seus ministros” (primeiro período) poderia ser assim reescrita: Não é de pouca importância para o príncipe a escolha de seus ministros.
Comentários
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CERTO
A expressão “coisa somenos” significa algo de pouca importância, irrelevante. Sendo assim, ao dizer que “não é coisa somenos”, está afirmando que é algo importante.
A reescrita mantém o mesmo sentido e a mesma ênfase na importância da escolha dos ministros
GABARITO: CERTO
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O item está certo, pois a reescrita proposta mantém integralmente o sentido original da oração, apenas substituindo uma expressão menos usual (“coisa somenos”) por uma mais clara e comum (“de pouca importância”), sem alterar a ideia central.
A expressão “coisa somenos” é uma forma erudita e um tanto arcaica que significa algo de pouca importância ou valor. Ao reformular a frase como “Não é de pouca importância para o príncipe a escolha de seus ministros”, a reescrita apenas moderniza a linguagem e preserva o conteúdo semântico, reafirmando que a escolha dos ministros é algo relevante e significativo para o príncipe.
Trata-se, portanto, de uma paráfrase adequada que respeita tanto a estrutura da oração original quanto a intenção comunicativa do autor, o que justifica o gabarito certo.
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A oração
“Para o príncipe não é coisa somenos a escolha de seus ministros”
Equivale à
“não é de pouca importância para o príncipe a escolha de seus ministros”
Portanto, CERTO.
Quando vi "somenos", pensei que fosse um erro de digitação rsrsrs
Blz, mas "ideia central do texto" significa exatamente o que?
Coerência ou sentido?
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