A punção lombar para coleta do líquido cefalorraquidiano (l...
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Tema central: A questão aborda punção lombar — procedimento fundamental na prática neurológica, especialmente no diagnóstico de infecções e doenças do sistema nervoso central. Para responder corretamente, é imprescindível dominar a anatomia da medula espinhal e o espaço subaracnóideo, onde se localiza o líquor (LCR).
Justificativa da alternativa correta - C: O espaço subaracnóideo, que contém o LCR, termina inferiormente no nível da segunda vértebra sacral (S2). Portanto, entre S2 e S3 inferiormente, não existe mais esse espaço.
Segundo obras clássicas como o “Tratado de Anatomia Humana” (L. Testut e A. Latarjet):
“No adulto, a medula espinhal termina ao nível de L1/L2, mas o espaço subaracnóideo persiste até S2.”
Esse conhecimento explica por que a punção lombar é feita abaixo de L2, geralmente entre L3-L4 ou L4-L5, minimizando riscos à medula.
Análise das alternativas incorretas:
A) Parcialmente correta, porém imprecisa: Apesar de agulhas de menor calibre reduzirem a incidência de cefaleia pós-punção, a literatura recomenda em adultos agulhas entre 20G e 22G. Agulhas 25G são raras, pois dificultam o procedimento e aumentam o risco de falha.
B) Errada: Não há recomendação para antibioticoprofilaxia antes da punção lombar. O procedimento, quando indicado, deve ser realizado em condições assépticas, mas “o uso profilático de antibióticos não previne complicações e não é indicado” (UpToDate).
D) Errada: A agulha é, de fato, introduzida geralmente entre L4-L5, mas o processo espinhoso de L4 não está no nível da cicatriz umbilical em adultos. Este é um ponto clássico de pegadinha anatômica: a linha intercristal (entre as cristas ilíacas) é referência anatômica para L4, não a cicatriz umbilical.
E) Imprecisa/errada: A escolha do local não se dá pela “amplitude do canal”, mas sim porque abaixo de L2 não há risco de lesão da medula espinhal — permite punção segura no espaço repleto de líquor e raízes da cauda equina.
Dica para provas: Atenção a detalhes anatômicos (níveis vertebrais!) e a protocolos consagrados — são temas comumente explorados e frequentemente alvos de pegadinhas.
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Questão sobre doenças desmielinizantes
alternativa correta: C Esclerose Lateral Amiotrófica.
justificativa
As doenças desmielinizantes são aquelas que envolvem a perda ou dano da mielina, a substância que reveste e protege os nervos, essencial para a condução eficiente dos impulsos nervosos. Entre as alternativas apresentadas, a esclerose lateral amiotrófica (ELA) não é uma doença desmielinizante. A ELA é uma doença neurodegenerativa que afeta os neurônios motores e causa degeneração das células nervosas responsáveis pelo controle dos músculos, mas não envolve a destruição da mielina. Já as outras condições listadas, como a esclerose múltipla, neuromielite óptica e encefalomielite disseminada aguda, são todas doenças desmielinizantes, uma vez que envolvem a destruição ou dano da mielina no sistema nervoso central.
análise das demais alternativas
[A]: [Esta alternativa está incorreta. A síndrome clínica isolada pode ser o primeiro episódio de desmielinização, frequentemente associado à esclerose múltipla, e portanto é uma condição desmielinizante.]
[B]: [Esta alternativa está incorreta. A esclerose múltipla é uma doença desmielinizante bem conhecida que afeta o sistema nervoso central, resultando em lesões de mielina.]
[D]: [Esta alternativa está incorreta. A neuromielite óptica é uma doença desmielinizante que afeta principalmente os nervos ópticos e a medula espinhal.]
[E]: [Esta alternativa está incorreta. A encefalomielite disseminada aguda é uma condição desmielinizante que geralmente ocorre após infecções virais ou vacinas, causando lesões na mielina do sistema nervoso central.]
resumo: A alternativa C é a correta, pois a esclerose lateral amiotrófica não é uma doença desmielinizante, mas uma doença neurodegenerativa que afeta os neurônios motores.
pontos chave
◊ As doenças desmielinizantes envolvem a destruição ou dano à mielina, como ocorre na esclerose múltipla, neuromielite óptica e encefalomielite disseminada aguda.
◊ A esclerose lateral amiotrófica (ELA) é uma doença que afeta os neurônios motores, não envolvendo processos de desmielinização.
◊ O diagnóstico diferencial entre essas condições é importante, pois elas afetam diferentes partes do sistema nervoso e têm diferentes mecanismos patológicos.
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