Encerrada a colheita, o arrancamento e a queima dos restos c...

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Q71561 Engenharia Agronômica (Agronomia)
As pragas constituem fator de sinistro e limitação de produtividade em vários cultivos de importância econômica, concorrendo para elevação dos custos de produção. Assim, torna-se necessário o seu reconhecimento e de seus danos iniciais, com o objetivo de obter medidas adequadas de controle. Acerca dos danos causados aos cultivos pelas pragas, julgue os itens seguintes.

Encerrada a colheita, o arrancamento e a queima dos restos culturais do algodoeiro, com destruição completa das plantas, é medida profilática fundamental para a produção econômica do algodoeiro, tendo até mesmo amparo legal. Os restos culturais devem ser arracados com raízes e enleirados para que a queima localizada não provoque muito prejuízo à microbiota do solo, recomendando-se, em seguida, aração e gradeação, ou a eliminação das suas brotações com o uso de herbicidas, principalmente o 2,4D ou o glifosato, como forma de controle do bicudo.
Alternativas

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Alternativa correta: C (Certo)

1. Tema Central da Questão

A questão aborda práticas de manejo e controle de pragas no algodoeiro, especialmente voltadas ao bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis), uma das principais pragas dessa cultura no Brasil. Saber reconhecer e aplicar medidas profiláticas é fundamental para impedir o ciclo de vida da praga e minimizar perdas econômicas.

2. Resumo Teórico

O controle cultural envolve a remoção e destruição dos restos culturais após a colheita. O bicudo sobrevive em restos e soqueiras, podendo reinfestar a área no ciclo seguinte. Por isso, a destruição dos restos culturais, preferencialmente por arrancamento com raízes e queima controlada, é prática recomendada, inclusive por legislação estadual e federal (ex: Instrução Normativa MAPA nº 63/2007).

Após a queima, recomenda-se aração e gradeação do solo ou aplicação de herbicidas, como 2,4-D ou glifosato, para impedir rebrotas. Essas estratégias reduzem o inóculo da praga e são respaldadas por órgãos de defesa agropecuária.

3. Justificativa da Alternativa Correta

A alternativa está correta porque descreve exatamente as medidas mais eficazes e legalmente exigidas para o controle do bicudo-do-algodoeiro: arranquio e destruição total dos restos culturais, com queima controlada, seguida de preparo do solo ou eliminação das brotações por herbicidas. Essas ações são reconhecidas como fundamentais para a produção rentável do algodoeiro e têm amparo legal, conforme previsto em normas técnicas.

4. Estratégias para Interpretação

Fique atento a termos como “amparo legal” e “medida profilática fundamental”. Eles indicam que a prática citada não é mera recomendação, mas obrigatória e respaldada por legislação. Palavras detalhadas, como “arrancar com raízes”, “enleirar para queimar”, e citar herbicidas usados, reforçam conhecimento técnico atualizado, importante para concursos.

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Comentários

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Vamos Lá!
Após o término da cultura envolvendo a última colheita e a colocação do gado no rebanho caprino para se alimentar dos restos culturais, em  especial da folhagem, deve-se destruir o que sobrou, para evitar rebrotamento e manutenção de elevadas populações de pragas e doenças, em especial do bicudo (Anthonomus grandis, Boheman) cuja principal método cultural de controle é deixar o campo sem algodão por pelo menos 90 dias.  Os animais devem eliminar os restos no período, no máximo de 30 dias.O arranquio e queima dos restos culturais do algodão logo após a colheita, são práticas recomendadas como controle cultural do bicudo, pois eliminam seu principal hospedeiro de reprodução e têm demonstrado reflexos importantes para a redução do nível populacional da praga, no período de entressafra. Vários são os métodos que podem ser utilizados para a realização desta prática, com a incorporação de grade aradora, que apresenta capacidade de destruição de apenas 60% das plantas de algodão e 16% de rebrotamento após as primeiras chuvas. 
Fonte: http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Algodao/AlgodaoAgriculturaFamiliar_2ed/colheita.html
Bons Estudos!

Questão desatualizada. O 2,4D foi proibido em 2017 pela ANVISA pois está associado ao desenvolvimento de Mal de Parkinson em humanos.

Não há nada proibido. continua sendo hoje a principal ferramenta para controle da tiguera do algodão, já que hoje as cuktivares são RR na sua maioria.

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