Em relação aos primeiros portugueses que se aventuraram a a...
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Com base no mesmo assunto
Ano: 2021
Banca:
FAUEL
Órgão:
Prefeitura de Campo Mourão - PR
Provas:
FAUEL - 2021 - Prefeitura de Campo Mourão - PR - Procurador Jurídico
|
FAUEL - 2021 - Prefeitura de Campo Mourão - PR - Orientador Educacional |
FAUEL - 2021 - Prefeitura de Campo Mourão - PR - Médico Auditor |
FAUEL - 2021 - Prefeitura de Campo Mourão - PR - Médico Clínico Geral Plantonista |
FAUEL - 2021 - Prefeitura de Campo Mourão - PR - Médico Clínico Geral |
FAUEL - 2021 - Prefeitura de Campo Mourão - PR - Médico Dermatologista |
FAUEL - 2021 - Prefeitura de Campo Mourão - PR - Médico Ginecologista |
FAUEL - 2021 - Prefeitura de Campo Mourão - PR - Médico Infectologista |
FAUEL - 2021 - Prefeitura de Campo Mourão - PR - Médico Oftalmologista |
FAUEL - 2021 - Prefeitura de Campo Mourão - PR - Médico Pneumologista |
FAUEL - 2021 - Prefeitura de Campo Mourão - PR - Médico Psiquiatra |
FAUEL - 2021 - Prefeitura de Campo Mourão - PR - Auditor de Tributos |
Q4430293
Português
Texto associado
O texto a seguir foi extraído da obra O Abolicionismo,
escrita pelo diplomata Joaquim Nabuco à época da escravidão no Brasil. Leia-o atentamente para responder
as próximas questões.
“No princípio da nossa colonização, Portugal descarregava no nosso território os seus criminosos, as suas
mulheres erradas, as suas fezes sociais todas, no
meio das quais excepcionalmente vinham emigrantes
de outra posição. No século XVI ou XVII o espírito de
emigração não estava bastante desenvolvido em Portugal para mover o povo, como desde o fim do século
passado até hoje, a procurar na América portuguesa o
bem-estar e a fortuna que não achava na Península.
Os poucos portugueses que se arriscavam a atravessar o oceano à vela e a ir estabelecer-se nos terrenos incultos do Brasil, representavam a minoria dos
espíritos aventureiros, absolutamente destemidos, indiferentes aos piores transes na luta da vida, minoria
que em Portugal, hoje mesmo, não é grande e não
podia sê-lo, há dois ou três séculos. Apesar de se haver estendido pelo mundo todo o domínio português
à América do Sul, à África ocidental, austral e oriental, à Índia e até à China, Portugal não tinha corpo,
nem forças, para possuir mais do que nominalmente
esse imenso império. Por isso, o território do Brasil foi
distribuído entre donatários sem meios, nem capitais,
nem recursos de ordem alguma, para colonizar as
suas capitanias, isto é, de fato entregue aos jesuítas.
A população européia era insignificante para ocupar
essas ilimitadas expansões de terra, cuja fecundidade a tentava. Estando a África nas mãos de Portugal,
começou então o povoamento da América por negros;
lançou-se, por assim dizer, uma ponte entre a África
e o Brasil, pela qual passaram milhões de africanos,
e estendeu-se o hábitat da raça negra das margens
do Congo e do Zambeze às do São Francisco e do
Paraíba do Sul. A africanização do Brasil pela escravidão é uma nódoa que a mãe-pátria imprimiu na sua
própria face, na sua língua, e na única obra nacional
verdadeiramente duradoura que conseguiu fundar. Se
Portugal tivesse tido no século XVI a intuição de que
a escravidão é sempre um erro, e força bastante para
puni-la como crime, o Brasil não se teria tornado no
que vemos; seria ainda talvez uma colônia portuguesa, mas estaria crescendo sadio, forte e viril como o
Canadá e a Austrália”.
(Trecho com adaptações).
Em relação aos primeiros portugueses que se
aventuraram a atravessar o oceano rumo ao Brasil, o
autor afirma que eram “indiferentes aos piores transes
na luta da vida”. Nesse contexto, a palavra “transes”
carrega o sentido de: