Partindo da premissa de que os instrumentos e as técnicas sã...
Gabarito comentado
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Gabarito: C
Fundamento decisivo: A questão foi decidida pelo critério de seleção dos instrumentos técnico-operativos: a alternativa correta é a que relaciona essa escolha à realidade social da intervenção, às habilidades necessárias ao manejo e à autonomia profissional.
- Ao analisar escolha de instrumentos no Serviço Social, verifique se a alternativa considera a realidade social da intervenção.
- Confirme se a seleção instrumental depende de habilidade ou competência para o manejo do instrumento.
- Desconfie de alternativas que retirem a autonomia técnica do profissional e a transfiram à instituição contratante.
- Elimine opções que absolutizem preferências individuais ou tratem instrumentos, em bloco, como privativos da profissão.
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Esta questão exige que você identifique como o Serviço Social compreende a dimensão técnico-operativa (o "como fazer") não como um fim em si mesma, mas como uma escolha fundamentada e intencional.
A escolha de um instrumento (como a entrevista, a visita domiciliar ou o relatório) não é automática. Ela exige do assistente social uma leitura da totalidade. A alternativa C está correta porque a intervenção qualificada depende de:
- Conhecimento da realidade: Não se usa o mesmo instrumento para todas as situações sem entender o contexto.
- Habilidades de manejo: O profissional precisa ter domínio técnico para que o instrumento atinja seu objetivo (ex: saber conduzir uma entrevista sem ser inquisitivo).
- Autonomia profissional: É o assistente social quem decide, com base em sua competência, qual o melhor caminho técnico para garantir o direito do usuário.
- A: Esta é uma pegadinha comum. A supervisão de estágio e a elaboração de laudos e pareceres são atribuições privativas (Lei 8.662/93). No entanto, os instrumentos e técnicas em si (como fazer uma entrevista ou uma reunião de grupo) não são exclusivos do Serviço Social; psicólogos e pedagogos também os utilizam. O que é privativo é o objetivo e a finalidade que o assistente social dá a eles.
- B: O Projeto Ético-Político defende a indissociabilidade entre teoria e prática. Embora a precarização dificulte o trabalho, afirmar que existe uma "dissociação importante" negaria a possibilidade de uma prática crítica. O desafio é justamente usar a teoria para qualificar a prática, mesmo em condições adversas.
- D: A instituição contratante (seja o CRAS, um hospital ou o judiciário) não pode determinar quais instrumentos técnicos o assistente social deve usar. Isso feriria a autonomia técnica garantida pela Lei de Regulamentação da Profissão. A instituição dá a demanda, mas o "como fazer" é decisão do profissional.
- E: O raciocínio é o oposto. A técnica nunca deve ser escolhida "em detrimento" das necessidades sociais. A habilidade do profissional deve estar a serviço das necessidades da população atendida e da realidade institucional, e não acima delas.
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