Nos diferentes sistemas de proteção social, é fato a ausênci...
I. No Brasil, a ampliação, em determinados momentos históricos, do acesso – por parte dos segmentos mais pauperizados – a bens e serviços não alterou o padrão de desigualdade social, econômica, racial e de gênero.
II. O aumento da desigualdade social não afeta o mercado com o enfraquecimento da demanda, nem impacta negativamente a formação de capital humano, a produtividade e os processos de crescimento sustentável e de longo prazo.
III. O combate à pobreza e à desigualdade social no Brasil não tem sofrido restrições, sobretudo desde 2015, mesmo diante dos retrocessos nas políticas sociais e nos resultados no que tange aos indicadores socioeconômicos.
IV. A elite econômica e política que possui recursos e ocupa a maioria dos postos-chave no setor privado e, principalmente, na burocracia e nos cargos eletivos não tende a direcionar a distribuição das riquezas da sociedade a seu próprio favor.
V. No século XXI, a distribuição da riqueza socialmente produzida se deteriora de forma mais intensa, tanto nas economias emergentes quanto nas desenvolvidas. Desse modo, o quantitativo da população vivendo em situação de pobreza aumentou, e o número de bilionários dobrou.
Comentários
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I. CORRETA: Historiadores e sociólogos (como Jessé Souza e outros estudiosos da desigualdade) apontam que, embora o Brasil tenha tido períodos de inclusão pelo consumo e ampliação de serviços básicos, a estrutura da desigualdade permaneceu intacta. As hierarquias de raça, gênero e a concentração de renda no topo da pirâmide não sofreram alterações estruturais profundas.
II. INCORRETA: Do ponto de vista econômico, inclusive para organismos internacionais como o Banco Mundial ou o FMI, a desigualdade extrema afeta sim o mercado. Ela reduz o poder de consumo (demanda), impede que talentos acessem educação de qualidade (capital humano) e gera instabilidade social, o que prejudica o crescimento sustentável de longo prazo.
III. INCORRETA: O combate à pobreza no Brasil tem sofrido severas restrições desde 2015, marcadas por medidas como a Emenda Constitucional 95 (Teto de Gastos), cortes orçamentários na Assistência Social (SUAS) e mudanças legislativas que precarizaram o trabalho e a proteção social.
IV. INCORRETA: A teoria das elites e a análise marxista do Estado mostram que as elites que ocupam postos-chave tendem, sim, a praticar o que se chama de "captura do Estado", direcionando leis, desonerações fiscais e investimentos públicos para a manutenção e ampliação de sua própria riqueza (o chamado "Estado para os ricos").
V. CORRETA: Dados de relatórios como os da Oxfam confirmam essa tendência global do século XXI: uma concentração de renda sem precedentes. Enquanto a base da pirâmide sofre com a inflação e a precarização, o topo (os bilionários) viu seu patrimônio crescer exponencialmente, especialmente após crises globais e a pandemia.
II. INCORRETA: O erro está no termo "não afeta".
III. INCORRETA: O erro reside em dizer que o combate à pobreza "não tem sofrido restrições"
IV. INCORRETA: O erro está na afirmação de que a elite "não tende a direcionar a distribuição das riquezas".
@resumosdoseso
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