“Ainda que” e “para” apresentam ideias que estabelecem, resp...
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Gabarito comentado
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Tema central: A questão avalia a capacidade de identificação das relações semânticas introduzidas pelas conjunções e preposições, especificamente “ainda que” e “para”, no contexto do texto.
Comentando a alternativa correta ― D) concessão e finalidade:
“Ainda que” é uma locução conjuntiva concessiva. Na norma-padrão, expressa uma circunstância (um obstáculo, impedimento ou condição desfavorável) que não impede a ação principal. São exemplos semelhantes: “embora”, “mesmo que”, “se bem que”. No trecho citado — “Ainda que os resultados sejam encorajadores, os pesquisadores destacam que o estudo está em fase inicial...” — o sentido é: apesar de os resultados serem positivos, ainda é importante ter cautela.
Já “para” indica finalidade. Essa preposição, frequentemente seguida de verbo no infinitivo, apresenta o objetivo da ação principal. Por exemplo: “Vacinas são criadas para proteger a população.” No texto, ao usar “para”, o autor deixa explícito com qual objetivo determinada ação é realizada.
Segundo Evanildo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa), as conjunções subordinativas concessivas estabelecem essa relação justamente quando “a ideia expressa pela oração subordinada não impede a realização do que está expresso na oração principal”, e as orações finais são introduzidas por ‘para’ indicando objetivo/finalidade.
Análise das alternativas incorretas:
A) adição e alternância: “Ainda que” não soma ideias; “para” não propõe alternância.
B) causa e consequência: “Ainda que” não indica causa, mas concessão; “para” não expressa consequência, e sim finalidade.
C) adversidade e explicação: “Ainda que” expressa concessão (diferença sutil da adversidade, que opõe diretamente ideias, como “mas”). “Para” também não explica, mas mostra finalidade.
Dica de concurso: Ao identificar conjunções, atente-se à função exata: “ainda que” e “embora” quase sempre sinalizam concessão. “Para” introduz motivo ou objetivo, jamais consequência nem alternância.
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Gab. D
Conjunções concessivas
Embora, ainda que, mesmo que, se bem que, posto que, apesar de que, por mais que, por melhor que, nem que. As conjunções concessivas iniciam orações subordinadas que exprimem um fato contrário ao da oração principal, por exemplo: Vou à praia, embora esteja chovendo.
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