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O capitalismo tardio é um conceito usado para descrever o capitalismo que surgiu após 1945, período que inclui a era de ouro do capitalismo. O Serviço Social está diretamente ligado às demandas que surgem das contradições do capitalismo, e o Brasil foi influenciado pelo Serviço Social dos Estados Unidos a partir da década de 1940. O capitalismo tardio demonstra, por meio de análise socioeconômica, a estruturação da revolução passiva no ambiente internacional. Ou seja, por ele percebe-se como os países periféricos promovem transformações descritas pelas potências centrais num nível de passividade e de aceitação que foram promovidas pelo contexto histórico e cultural criado desde os tempos do capitalismo mercantil.
Com base no texto e no debate vivenciado dentro do Serviço Social no Brasil, pode-se afirmar que a tese do Capitalismo Tardio é:
Gabarito comentado
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Alternativa correta: B - Marxista
Tema central: compreende-se aqui a expressão "capitalismo tardio" como uma categoria de análise das transformações e contradições do capitalismo no pós‑1945. É relevante para Serviço Social porque indica olhar estrutural sobre pobreza, desigualdade e a posição dos países periféricos frente às potências centrais — abordagem típica das correntes marxistas e da teoria da dependência.
Resumo teórico: a ideia de capitalismo tardio (late capitalism) foi desenvolvida por autores marxistas como Ernest Mandel e dialoga com conceitos gramscianos (ex.: revolução passiva) e com a teoria da dependência (Theotonio dos Santos, Andre Gunder Frank). O enfoque é estrutural: relações de produção, classes, imperialismo e dominação internacional explicam como as mudanças nas periferias frequentemente reproduzem interesses centrais, de modo passivo ou subordinado.
Justificativa da resposta: o enunciado usa expressões-chave — "contradições do capitalismo", "países periféricos", "potências centrais", "revolução passiva" — todas alinhadas à matriz analítica marxista/dependente/gramsciana. Por isso a opção Marxista é a correta. Fontes úteis: Ernest Mandel, Late Capitalism; Antonio Gramsci, Prison Notebooks; Theotonio dos Santos, “The Structure of Dependence”.
Análise das alternativas incorretas: A – Fenomenológica: essa corrente enfatiza a experiência subjetiva e a consciência, não explicando relações estruturais de classe e dependência internacional como no enunciado. C – Positivista: positivismo privilegia método empírico‑quantitativo e neutralidade valorativa; não mobiliza conceitos de contradição estrutural, periferia/centro e revolução passiva. D – Psicanalítica: refere‑se ao inconsciente, conflitos intrapsíquicos e clínica; não oferece quadro explicativo das transformações sócio‑econômicas internacionais descritas.
Estratégia de prova: ao ler, destaque termos estruturantes (classe, contradição, periferia/centro, revolução passiva). Se o enunciado trata de dinâmica internacional e dominação sistêmica, priorize correntes críticas (marxistas/dependência). Elimine alternativas que tratam de sujeito individual, método empírico neutro ou clínica psicológica.
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