Os algoritmos de redes sociais, em sua forma
comumente conhecida, já completaram quinze anos.
Eles nasceram com o surgimento de feeds de notícias
personalizados e classificados no Facebook, em 2009, e
transformaram a forma que interagimos na internet.
Como muitos adolescentes, eles representam um desafio
para os adultos que esperam conter seus excessos.
Não é por falta de tentativa. Só este ano, governos de
todo o mundo tentaram limitar os impactos dos
conteúdos nocivos e da desinformação nas redes sociais
− efeitos que são amplificados por algoritmos.
No Brasil, o X, anteriormente conhecido como Twitter, foi
banido por decisão do ministro do Supremo Tribunal
Federal Alexandre de Moraes, até que o site concordou
em nomear um representante legal no país e bloquear
uma lista de contas que as autoridades acusaram de
questionar a legitimidade das últimas eleições.
Enquanto isso, a União Europeia introduziu novas regras
que ameaçam multar as empresas de tecnologia em 6%
do volume de negócios e suspendê-las se não
conseguirem evitar que suas plataformas sejam
utilizadas para interferência em processos eleitorais.
No Reino Unido, uma nova lei de segurança online
obriga os sites de redes sociais a reforçar a moderação
de conteúdo.