Em pacientes com diagnóstico de infarto do miocárdio com sup...
Gabarito comentado
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Tema central: O foco da questão está nas características eletrocardiográficas associadas ao pior prognóstico em pacientes com infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST). Entender como o ECG pode estratificar risco nessas situações é fundamental para o manejo adequado do paciente cardiológico, tanto do ponto de vista clínico quanto prognóstico.
Justificativa da alternativa correta (C):
A ocorrência de novas ondas Q representa necrose miocárdica transmural, isto é, morte tecidual que atravessa toda a parede do ventrículo. Segundo as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC): “A presença de ondas Q patológicas no ECG após IAMCSST está associada a maior extensão da necrose e, por consequência, a pior evolução clínica, incluindo risco aumentado de insuficiência cardíaca e arritmias.” Isso reflete uma perda significativa de massa miocárdica viável, o que está diretamente relacionado ao pior prognóstico.
Análise das alternativas incorretas:
A) Magnitude e extensão da depressão do segmento ST: A depressão do ST pode indicar isquemia subendocárdica, mas no IAMCSST o principal marcador prognóstico é a necrose (onda Q). Esse achado é mais relevante em síndromes sem supradesnivelamento.
B) Rápida resolução das alterações: A resolução rápida das alterações do ST e da onda T está correlacionada a melhor prognóstico, indicando provável reperfusão coronariana eficaz.
D) Associação de depressão do ST e inversão da onda T nas mesmas derivações: Esses achados sugerem isquemia, mas sem a especificidade da necrose e pior prognóstico representados pela onda Q.
E) Somatório das amplitudes do QRS >19 mm nas precordiais: Não está relacionado a prognóstico em IAMCSST; pode indicar hipertrofia ventricular, que tem outro significado clínico.
Estratégia para provas: Fique atento a palavras-chave como “onda Q” em cenários de IAMCSST, pois elas apontam para necrose miocárdica e prognóstico reservado. Lembre-se que achados de reperfusão (ex: resolução do ST) tendem a sinalizar evolução favorável.
Referências: As Diretrizes da SBC, UpToDate e o tratado de Braunwald reforçam a importância da evolução para ondas Q como marcador de necrose transmural e pior prognóstico.
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alternativa correta: C: ocorrência de novas ondas Q
justificativa
A presença de novas ondas Q no eletrocardiograma é um marcador importante de infarto do miocárdio e está associada a uma pior evolução prognóstica, pois indica necrose miocárdica significativa. O surgimento de novas ondas Q é indicativo de infarto transmural, ou seja, que afetou toda a espessura da parede do ventrículo. Essas alterações indicam um maior dano ao miocárdio e, portanto, estão associadas a um pior prognóstico no infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST.
análise das demais alternativas
[A]: magnitude e extensão da depressão do segmento ST
A depressão do segmento ST é geralmente associada a angina ou isquemia subendocárdica, não sendo um marcador direto de prognóstico ruim no contexto do infarto com supradesnivelamento de ST. A magnitude e a extensão do supradesnivelamento do segmento ST, e não a depressão, é mais relevante para a avaliação prognóstica neste caso.
[B]: rápida resolução das alterações tanto do segmento ST quanto da onda T
A rápida resolução das alterações do segmento ST e da onda T está, na verdade, associada a uma evolução mais favorável. Isso sugere que a reperfusão ocorreu com sucesso, o que é um bom sinal prognóstico. Portanto, esta alternativa está incorreta.
[D]: associação de depressão do segmento ST e inversão da onda T nas mesmas derivações eletrocardiográficas
Embora essa combinação de achados possa sugerir isquemia, ela não está diretamente associada a uma pior evolução prognóstica no infarto com supradesnivelamento de ST. Essas alterações podem ocorrer em outros contextos clínicos, não necessariamente no infarto com uma evolução ruim.
[E]: somatório das amplitudes do complexo QRS nas derivações precordiais superior a 19 mm
Embora a ampliação do complexo QRS possa ser indicativa de hipertrofia ventricular ou distúrbios de condução, essa característica não é diretamente associada a uma pior evolução prognóstica em infartos com supradesnivelamento de ST. A maior preocupação prognóstica está relacionada à presença de novas ondas Q e à extensão do dano miocárdico.
resumo:
A presença de novas ondas Q é um indicativo de maior dano miocárdico e está associada a uma pior evolução prognóstica no infarto do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST.
pontos chave
- Novas ondas Q indicam infarto transmural e pior prognóstico.
- A rápida resolução das alterações do segmento ST é um bom sinal prognóstico.
- A combinação de depressão do segmento ST com inversão da onda T não é um marcador de pior evolução no contexto do infarto.
- A ampliação do complexo QRS nas derivações precordiais não é um preditor de pior prognóstico no infarto com supradesnivelamento do segmento ST.
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