"[...] a gente começou a receber um volume de denúncias muit...

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Leia o texto a seguir para responder às questões de 21 a 26.


Estudo relata violência contra jornalistas e comunicadores na Amazônia.


Agência Brasil

23/04/24


Alertar a sociedade sobre a relação de crimes contra o meio ambiente e a violência contra jornalistas na Amazônia é o objetivo do estudo Fronteiras da Informação — Relatório sobre jornalismo e violência na Amazônia, lançado hoje (23) pelo Instituto Vladimir Herzog (IVH), em Belém.

O material traça um panorama sobre a situação na região amazônica, palco de crescente onda de violência, atingindo diretamente os profissionais de imprensa.

Dados da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) revelam a ocorrência de 230 casos de violência contra liberdade de imprensa nos nove estados da Amazônia Legal, nos últimos dez anos. Segundo a Fenaj, o Pará é o estado mais violento para repórteres na Amazônia, com 89 casos registrados em uma década, seguido por Amazonas (38), Mato Grosso (31) e Rondônia (20).

Um dos casos mais emblemáticos e que chocou o Brasil e o mundo foi o assassinato do jornalista inglês Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, em 2022.

Segundo o coordenador de Jornalismo e Liberdade de Expressão do Instituto Vladimir Herzog, Giuliano Galli, a morte brutal dos profissionais levou o instituto a se debruçar com maior atenção aos casos de violência na região. O instituto desenvolve projetos relacionados à proteção de jornalistas em todo o país.

“Especificamente, nos últimos anos, principalmente após o assassinato do Bruno e do Dom, a gente começou a receber um volume de denúncias muito maior de jornalistas e comunicadores que atuam na região amazônica. Então, a grande motivação foi produzir um documento que embasasse essa nossa percepção — de ter um número de casos maior naquela região — para que a gente pudesse utilizar para um trabalho de incidência junto a atores do Estado brasileiro para que possa adotar medidas e criar políticas públicas de proteção aos jornalistas e comunicadores na Amazônia.”, disse Galli à Agência Brasil.

O relatório traz diversos relatos de casos em que a violência contra os profissionais aparece diretamente ligada às investigações sobre crimes ambientais. [...] “Os relatos que a gente recebe é que, especificamente no Vale do Javari, a situação ainda continua bastante perigosa e pouco foi feito desde então. Então, não deixa de ser uma motivação para evitar que casos parecidos como o do Bruno e do Dom se repitam, não só no Vale do Javari, mas em toda a Amazônia e em todo o país”, acrescentou Galli.

Para o coordenador de Jornalismo e Liberdade de Expressão do Instituto Vladimir Herzog, o relatório é claro ao apontar a relação de atividades ilegais como garimpo, mineração, ocupação de territórios indígenas e a ausência de políticas públicas de proteção. Ele destaca ainda que a violência não é sofrida apenas por jornalistas e comunicadores, mas também por defensores de direitos humanos em geral.


Adaptado

https://istoedinheiro.com.br

"[...] a gente começou a receber um volume de denúncias muito maior de jornalistas e comunicadores que atuam na região amazônica." 6º§


A oração destacada exprime uma ideia de

Alternativas

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Questão comentada – Sintaxe: Orações Subordinadas Adjetivas (Restritiva x Explicativa)

Tema central: A questão avalia relações semânticas estabelecidas por uma oração subordinada adjetiva, especialmente a diferença entre orações restritivas e explicativas – conceito de suma importância para cargos de Analista.

No trecho: “jornalistas e comunicadores que atuam na região amazônica”, a oração destacada “que atuam na região amazônica” tem função restritiva.

Por quê? Segundo a Moderna Gramática Portuguesa, de Bechara, a oração subordinada adjetiva restritiva delimita ou especifica o significado do substantivo antecedente, restringindo-o a um subconjunto. Desempenha papel fundamental de precisão na identificação:

• Restrição: “jornalistas e comunicadores que atuam na região amazônica” limita o grupo só a esses profissionais (excluindo os de outras regiões).

• Não há vírgulas separando a oração, outro indicativo do valor restritivo.

Análise das alternativas:

A) Causa: Incorreta. A oração não apresenta uma razão pelo recebimento das denúncias, apenas caracteriza os profissionais citados.

B) Explicação: Incorreta. O valor explicativo acrescentaria uma informação sobre todos os jornalistas e comunicadores, sendo apresentado entre vírgulas. Aqui, restringe, não explica genericamente.

C) Restrição: Correta. A oração limita o grupo aos profissionais que atuam na região amazônica, exercendo clara função restritiva.

D) Conclusão: Incorreta. Não há ideia de resultado/consequência, mas sim de delimitação e classificação.

Estratégias para a prova:
• Atenção à presença/ausência de vírgulas.
• Analise se a oração limita ou só adiciona informação extra – restritiva (delimita), explicativa (expande).

Dominar orações adjetivas evita confusões frequentes nas provas de concursos e permite uma leitura atenta às pegadinhas de delimitação e generalização.

Gabarito: C) Restrição.

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Comentários

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Gabarito da banca letra C.

Restritiva= sem pontuação

explicativa= com pontuação

Oraçao subordinada adjetiva restritiva.

bizu: reStritiva -> Sem vírgula | expliCativa -> Com vírgula

Oração subordinada adjetiva restritiva. PMSE

  • EXPLICATIVA COM VÍRGULA!!
  • RESTRITIVA SEM VÍRGULA!!

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