O autor do texto cita a obra de Atila Abdulkadiroglu

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Q1153266 Português
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Escolas fazem diferença?


        As matérias são ministradas em inglês, e a mensalidade pode chegar a R$ 10 mil. Estamos falando de uma das novas escolas internacionais que se instalaram em São Paulo. Ela se soma a vários colégios bilíngues e a outros mais tradicionais na cada dia mais acirrada disputa pelo público endinheirado.
         Vale a pena gastar tanto com educação? O que a escola agrega ao conhecimento do aluno? Essas são questões que vêm despertando o interesse de pesquisadores desde os anos 60, quando James Coleman mostrou que a extração familiar e a condição socioeconômica do estudante eram fatores mais importantes para explicar seu desempenho acadêmico do que variáveis mais específicas como a qualidade dos professores, investimento por aluno etc.
       Isso já explica parte do segredo do sucesso das escolas de elite: elas são boas porque recrutam alunos mais ricos, que tendem a sair-se melhor do que a média dos estudantes. E o que acontece quando você põe um desses alunos de elite numa escola normal? Seu desempenho piora?
      Essa é uma pergunta mais traiçoeira, já que depende muito do tipo de estudante de que estamos falando e da escola.
        De todo modo, um belo trabalho de 2011 de Atila Abdulkadiroglu mostrou que, ao menos no caso de bons alunos, a escola não faz diferença. Ele comparou o desempenho de alunos que conseguiram entrar nas concorridíssimas “exam schools” de Nova York e Boston com o daqueles que por muito pouco não passaram e tiveram de contentar-se em estudar em colégios normais. No final, os dois grupos se saíram igualmente bem no SAT, o Enem dos EUA.
         Escolas, vale lembrar, atuam numa via de mão dupla. Elas dão conhecimento aos alunos, mas também extraem algo deles: a sua excelência.


(Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo. 14.04.2018. Adaptado)
O autor do texto cita a obra de Atila Abdulkadiroglu
Alternativas

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Tema central da questão: Interpretação de texto, com ênfase na identificação da tese do autor e dos argumentos que a sustentam, especialmente em textos argumentativos. Trata-se de um aspecto fundamental do edital para o cargo de Professor – Artes, pois exige a leitura crítica e a análise lógica do texto.

Justificativa da alternativa correta (C):

No texto, o autor questiona a eficácia do alto investimento em escolas de elite, defendendo que o sucesso acadêmico está mais vinculado às condições pessoais e socioeconômicas dos alunos, e não prioritariamente à escola frequentada. Isso fica claro no trecho em que cita o estudo de Abdulkadiroglu, no qual "bons alunos" obtêm desempenho semelhante independentemente de estudarem em escolas de elite ou normais. Portanto, a alternativa C é correta, pois reflete a utilização do estudo como argumento para demonstrar que o aproveitamento acadêmico depende menos da instituição do que das condições que favorecem a aprendizagem. Celso Cunha e Lindley Cintra reforçam que "a tese de um texto argumentativo deve ser sustentada por argumentos sólidos e exemplos claros", o que acontece neste contexto.

Análise das alternativas incorretas:

A) Fala em despreparo de escolas tradicionais versus internacionais – foge do foco do texto, que não faz esta crítica.

B) Cita a qualidade dos professores como determinante do aprendizado – o autor rejeita essa ideia ao apresentar pesquisas que apontam para outros fatores, como a condição socioeconômica do aluno.

D) Sugere que alunos de boas escolas podem falhar em testes padronizados – o texto mostra, justamente, que não há diferença significativa no desempenho entre grupos, e não que ambos podem "falhar".

E) Afirma que bons alunos têm bom desempenho mesmo em ambientes insalubres – o texto não discute ambientes insalubres, mas sim a pouca influência da escola sobre o desempenho de alunos já considerados bons.

Estratégia de interpretação:

Ao encontrar citações de estudos em textos argumentativos, busque sempre entender qual tese a pesquisa está apoiando. Frases como “ao menos no caso de bons alunos, a escola não faz diferença”, presentes no texto, são centrais para determinar a linha de argumentação.

Dica para a prova: Leia atentamente o início e o final dos parágrafos argumentativos, onde frequentemente se localizam a tese e a conclusão. Preste atenção a conectivos (como 'portanto', 'assim', 'no entanto') e a exemplos ou citações – são pistas fundamentais, conforme orienta Evanildo Bechara em sua “Moderna Gramática Portuguesa”.

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Comentários

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GABARITO: LETRA C

? Segundo o texto: De todo modo, um belo trabalho de 2011 de Atila Abdulkadiroglu mostrou que, ao menos no caso de bons alunos, a escola não faz diferença. Ele comparou o desempenho de alunos que conseguiram entrar nas concorridíssimas ?exam schools? de Nova York e Boston com o daqueles que por muito pouco não passaram e tiveram de contentar-se em estudar em colégios normais. No final, os dois grupos se saíram igualmente bem no SAT, o Enem dos EUA.

? Ou seja, o desempenho é algo subjetivo, algo pessoal do aluno e possui menor relação com as qualificações técnicas do ambiente escolar.

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? FORÇA, GUERREIROS(AS)!!

Assertiva c

como argumento para defender que o aproveitamento acadêmico estaria menos relacionado à instituição de ensino do que às condições que favorecem a aprendizagem.

Para quem marcou a alternativa "E":

O autor do texto cita a obra de Atila Abdulkadiroglu (...) [E] "...para refutar a ideia..."

Na verdade,a alusão ao estudo do Atila vem justamente para corroborar(defender) a tese do autor e não refutá-la (=afirmar o contrário,negar).

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