Gimeno Sacristán (2000) ressalta a ênfase dada pelos procedi...
I- A avaliação realizada na perspectiva da validade mecânica dos métodos desenvolvidos pelos professores expressa a baixa capacidade crítica sobre a realidade do currículo e a qualidade do ensino.
II - Um professor realiza o ato de avaliar de maneiras muito semelhantes, mas sempre revestido de um estilo pedagógico pessoal, com fortes concomitâncias com o tipo de comunicação que mantém com seus alunos.
III - A avaliação tem um alto poder de configurar realidades sociais e pedagógicas dentro da aula, é produto de pressões institucionais e de um controle que se realiza tecnicamente através do modelo de tarefas dominante.
IV - O professor, na avaliação de seus alunos, tem a capacidade de manejar um número extenso de categorias para avaliar e emitir juízos sobre os mesmos.
V - O diagnóstico e a avaliação pedagógica podem ser monopolizados ou compartilhados por psicólogos, por não exercerem ameaça ao trabalho educativo no sentido de reorientar, de forma constante, a ação de ensino.
Estão CORRETAS apenas as afirmações:
Gabarito comentado
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Tema central: Avaliação Educacional sob a ótica de Gimeno Sacristán e sua influência na configuração curricular nas escolas.
A questão exige que o candidato compreenda como a avaliação escolar impacta o currículo e as práticas docentes, segundo Sacristán, um autor fundamental em estudos de avaliação e currículo, muito presente em concursos para Pedagogia.
Justificativa para a alternativa correta (C):
As afirmações I e III expressam corretamente o pensamento de Gimeno Sacristán (2000):
- I — Avaliações baseadas apenas em métodos mecânicos, repetitivos, com pouco ou nenhum olhar crítico, tendem a não contribuir com a melhoria da qualidade do ensino e nem com avanços curriculares. Isso corresponde à crítica de Sacristán sobre avaliações descontextualizadas, que não discutem questões mais amplas do currículo.
- III — Destaca que a avaliação não é neutra, pois é influenciada por normas institucionais e exerce um poder formativo, configurando realidades pedagógicas e sociais. Ela direciona comportamentos e escolhas, conforme o modelo dominante de tarefas propostas pela escola, demonstrando seu papel controlador e formador.
Esses pontos estão alinhados com o que autores como Gimeno Sacristán defendem nos clássicos da área: a avaliação, longe de ser só um “termômetro”, interfere ativamente nas práticas escolares e no próprio currículo (cf. Sacristán, 2000).
Análise das alternativas incorretas:
- II — Afirma que a avaliação reflete sempre o estilo pedagógico individual do professor, desconsiderando a influência do contexto institucional e das normas escolares, o que contradiz Sacristán.
- IV — Supõe que os professores manejam amplíssimo repertório de categorias avaliativas, porém a realidade descrita pelo autor aponta limitações, com predomínio de poucas categorias que não abrangem toda a complexidade da aprendizagem.
- V — Sugere que avaliações podem ser facilmente monopolizadas por psicólogos sem prejuízos, o que não faz parte da visão de Sacristán, que atribui centralidade desse processo ao professor.
Estratégia de prova: Fique atento a generalizações excessivas ("sempre", "nunca"), frases que ignoram o papel institucional da escola ou que atribuem pouca complexidade à avaliação. Essas são frequentes pegadinhas em concursos!
Conclusão: Escolha alternativa C. Sacristán ressalta que avaliação é um ferramenta potente de transformação (ou manutenção) do currículo, permeada por limites institucionais, desafios e possibilidades críticas.
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