No segmento “mas não é necessário que sua órbita seja livre ...

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Q3407540 Português
        Desde que não seja um satélite natural, como a Lua, um corpo celeste do sistema solar merece o status de planeta apenas se obedecer a três condições: estar em órbita em torno do Sol; ter massa suficiente para que sua gravidade o leve a apresentar uma forma quase redonda; e ter a vizinhança de sua órbita livre de objetos significativos que possam entrar no seu caminho. Foi com esse trio de regras objetivas que a União Astronômica Internacional (IAU) aposentou, em 26/8/2006, o conceito antigo e vago de planeta, associado à ideia de um corpo errante e luminoso que podia ser visto no céu. 
        Os oito primeiros planetas do sistema solar (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) se encaixavam na nova caracterização. O então ainda considerado nono planeta, o caçulinha da turma, descoberto apenas em 1930, não. “Plutão é um ‘planeta anão’ segundo a definição acima e é reconhecido como o protótipo de uma nova categoria de objetos transnetunianos [situados depois de Netuno]”, escreveu a direção da IAU na resolução B6, divulgada naquela data.
        No mesmo documento, a entidade determina que um planeta anão, além de não ser um satélite, deve obedecer às duas primeiras condições impostas aos planetas, mas não é necessário que sua órbita seja livre de outros corpos celestes.    
        As decisões da resolução resguardaram o conceito de planeta dentro do sistema solar para apenas oito objetos conhecidos. Se a mudança não tivesse sido adotada, outros objetos do cinturão de Kuiper, muito parecidos com Plutão, também teriam de ser considerados planetas. Descoberto em 2005, o objeto transnetuniano denominado Éris era um desses casos. Com massa maior que a de Plutão, chegou a ser anunciado como um novo planeta — até que a resolução da IAU barrou sua entrada no clube planetário, expulsou Plutão da turma e reduziu seus membros a oito.

        Marcos Pivetta. Na órbita do Planeta 9. In: Revista Pesquisa FAPESP, n.º 351, maio/2025. Internet: (com adaptações).

No segmento “mas não é necessário que sua órbita seja livre de outros corpos celestes” (terceiro parágrafo), a conjunção “mas” está empregada com sentido aditivo, podendo, portanto, ser substituída, sem alteração do sentido original do texto, pela conjunção e
Alternativas

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Adversativo.

Errado. Trata-se de conjunção adversativa, trazendo contraste ou oposição.

Tipos de conjunções

1. Conjunções coordenativas

Ligam orações ou termos de mesmo valor sintático (orações independentes).

  • Aditiva e, nem, mas também Adição de ideias
  • Adversativa mas, porém, todavia Oposição ou contraste
  • Alternativa ou, ora... ora, quer... quer Alternância ou escolha
  • Conclusiva logo, portanto, então Indica conclusão
  • Explicativa porque, pois, que Indica explicação ou justificativa

✔️ Exemplo com adversativa:

"Estudou bastante, mas não passou."

2. Conjunções subordinativas

Ligam uma oração principal a uma oração subordinada, que depende dela.

  • Causais porque, já que, visto que Indicam causa
  • Comparativas como, assim como, tal qual Indicam comparação
  • Concessivas embora, mesmo que, ainda que Contraste inesperado
  • Condicionais se, caso, desde que Indicam condição
  • Conformativas conforme, segundo, como Conformidade
  • Consecutivas tanto que, de forma que Indicam consequência
  • Finais para que, a fim de que Indicam finalidade
  • Temporais quando, assim que, logo que Indicam tempo

✔️ Exemplo com condicional:

"Se chover, ficaremos em casa."

Gabarito: Errado

Adversativos : mas, porém, contudo, todavia, no entanto, entretanto, e, não obstante, só que, ainda assim.

Professor Elias disponibiliza uma tabela de conectivos em seu site.

https://profeliasantana.com.br/#downloads

O trecho é concessivo. Não existe oposição de ideias, mas uma concessão, ao meu ver, ao que foi apresentado.

O “Mas” é Adversativo, caso ele fosse aditivo poderia sim substituir pelo “e”

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