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Q3793075 Medicina
Uma mulher de 52 anos com hipertrofia ventricular esquerda de etiologia incerta é encaminhada para ressonância magnética cardíaca. Durante o exame, observam-se valores de T1 nativo marcadamente elevados e realce tardio transmural difuso em padrão subendocárdico acometendo toda a extensão ventricular. Qual o diagnóstico mais provável baseado nestes achados de mapeamento paramétrico:
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O critério decisivo de imagem é que a amiloidose cardíaca associa-se a T1 nativo elevado e realce tardio difuso subendocárdico ou transmural, enquanto a doença de Anderson-Fabry cursa com T1 baixo e os padrões de miocardiopatia hipertrófica, cardiomiopatia dilatada e infarto são, em regra, respectivamente focal/patchy, mesocárdico e regional por território coronariano; como o enunciado traz hipertrofia ventricular esquerda de etiologia incerta, T1 nativo marcadamente elevado e realce tardio difuso em padrão subendocárdico acometendo toda a extensão ventricular, o diagnóstico mais provável entre as alternativas é a amiloidose cardíaca.

Tema central: Amiloidose cardíaca na ressonância
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A é a única compatível com o conjunto técnico descrito: hipertrofia ventricular esquerda de etiologia incerta associada a T1 nativo marcadamente elevado e realce tardio difuso subendocárdico/transmural global. Esse é o fenótipo típico de infiltração amiloide à ressonância cardíaca, por aumento do espaço extracelular e padrão difuso de acometimento miocárdico. A base também alerta que a CMR isoladamente não define de modo definitivo o subtipo etiológico entre ATTR e AL, mas, dentro das opções oferecidas, apenas a alternativa A corresponde ao padrão clássico de amiloidose cardíaca.
B
Errada
Está errada porque, na miocardiopatia hipertrófica, o realce tardio habitual é focal, heterogêneo ou patchy, frequentemente em pontos de inserção e segmentos hipertrofiados. O enunciado, porém, descreve realce tardio subendocárdico difuso em toda a extensão ventricular, que é padrão infiltrativo compatível com amiloidose, não com a fibrose típica da miocardiopatia hipertrófica.
C
Errada
Está errada por incompatibilidade direta com o dado paramétrico decisivo. Na doença de Anderson-Fabry, o depósito lipídico miocárdico tipicamente reduz o T1 nativo. O enunciado informa T1 nativo marcadamente elevado, o que afasta Fabry segundo o critério diferencial central da questão.
D
Errada
Está errada porque a cardiomiopatia dilatada pode ter aumento de volume extracelular, mas seu padrão típico de fibrose à ressonância é mesocárdico, especialmente septal, e não subendocárdico/transmural difuso global. Além disso, o caso foi apresentado como hipertrofia ventricular esquerda inexplicada, fenótipo que não corresponde ao padrão usual da cardiomiopatia dilatada descrito na base.
E
Errada
Está errada porque o infarto do miocárdio produz realce tardio subendocárdico ou transmural em distribuição regional, vinculada a território coronariano. O enunciado não descreve cicatriz isquêmica localizada, mas acometimento difuso de toda a extensão ventricular, padrão que a base identifica como infiltrativo e típico de amiloidose. A pegadinha é confundir o padrão subendocárdico/transmural do infarto regional com o padrão global difuso da amiloidose.
Pegadinha da questão
A banca explorou duas confusões reais: tratar qualquer hipertrofia ventricular esquerda como miocardiopatia hipertrófica e confundir realce subendocárdico/transmural de infarto regional com o padrão global difuso da amiloidose; o dado que resolve é a combinação de T1 marcadamente alto com realce tardio difuso em toda a extensão ventricular.
Dica para questões semelhantes
  • Em mapeamento paramétrico, T1 nativo baixo aponta para Anderson-Fabry; T1 nativo elevado favorece amiloidose.
  • Se o realce tardio subendocárdico ou transmural for global/difuso, pense em amiloidose; se for regional por território coronariano, pense em injúria isquêmica.
  • Na miocardiopatia hipertrófica, procure padrão de fibrose focal ou patchy, não subendocárdico difuso em todo o ventrículo.
  • Integre fenótipo estrutural e padrão de realce: hipertrofia inexplicada + T1 alto + LGE difuso é combinação clássica de infiltração amiloide.

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Hipertrofia ventricular + T1 muito alto + realce subendocárdico difuso = Amiloidose cardíaca

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