O carcinoma de nasofaringe é uma doença considerada endêmica...
O carcinoma de nasofaringe é uma doença considerada endêmica em algumas regiões, como o sul da China, o sudeste da Ásia e o norte da África. Em lugares como Hong-Kong, Singapura e Taiwan, houve uma redução da incidência e da mortalidade, que tem sido atribuída a fatores alimentares e socioeconômicos, além de melhorias no tratamento.
A respeito do carcinoma de nasofaringe, assinale a afirmativa correta.
Gabarito comentado
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Comentário da Questão – Carcinoma de Nasofaringe
Tema central: O carcinoma de nasofaringe é uma neoplasia epitelial rara em muitos países, mas altamente prevalente em regiões endêmicas, como o sudeste asiático. Distingue-se pelo forte vínculo etiológico com o vírus Epstein-Barr (EBV). Nas provas de concursos, são frequentes questões sobre fatores de risco, subtipos histológicos e avanços no diagnóstico/manejo clínico.
Alternativa correta – Letra C: A detecção e quantificação do DNA do EBV no plasma é um método reconhecido para:
– Rastreamento populacional em áreas endêmicas;
– Estratificação pré-tratamento (quanto maior a carga viral, pior o prognóstico);
– Monitoramento de resposta terapêutica e detecção precoce de recidiva.
Segundo revisão do UpToDate e o artigo de Lo et al. (*NEJM*, 2004): “O DNA do EBV no plasma é um marcador altamente sensível e específico para carcinoma de nasofaringe, desempenhando papel no rastreamento e manejo clínico.”
Por que as demais estão incorretas?
A) Incorreta – O carcinoma de nasofaringe tem alta propensão à disseminação à distância (especialmente para ossos, fígado e pulmão). As metástases à distância não são raras.
B) Incorreta – Nas regiões endêmicas predomina o subtipo nao queratinizante (tipo 2 e 3 de WHO), altamente associado ao EBV, não o subtipo queratinizado.
D) Incorreta – Não há benefício comprovado da quimioterapia adjuvante após quimiorradioterapia concomitante em doença localmente avançada; a abordagem padrão é a quimiorradioterapia.
E) Incorreta – Estudos de fase III (ex.: JUPITER-02, 2021) demonstraram que a associação de imunoterapia (toripalimabe) à quimioterapia melhorou sobrevida em primeira linha no cenário metastático.
Dica para a prova: Atente ao detalhe técnico da alternativa correta e ao uso preciso dos termos epidemiológicos (“disseminação à distância”, “subtipo histológico”) e avanços na abordagem molecular.
Material de referência: UpToDate, Protocolos da OMS (2022, cap. 5, p. 87) e Harrison (“Principles of Internal Medicine”, 20ª ed., cap. 92).
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