Depreende-se do texto e da charge que
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Ano: 2024
Banca:
FUVEST
Órgão:
USP
Provas:
FUVEST - 2024 - USP - Residência Profissional - Terapia Ocupacional
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FUVEST - 2024 - USP - Residência Profissional - Educação Física |
FUVEST - 2024 - USP - Residência Profissional - Enfermagem |
FUVEST - 2024 - USP - Residência Profissional - Fonoaudiologia |
FUVEST - 2024 - USP - Residência Profissional - Física/Física Médica |
FUVEST - 2024 - USP - Residência Profissional - Fisioterapia |
FUVEST - 2024 - USP - Residência Profissional - Biomedicina |
FUVEST - 2024 - USP - Residência Profissional - Patológica/Diagnóstico por Imagem |
FUVEST - 2024 - USP - Residência Profissional - Medicina Veterinária Grandes Animais |
FUVEST - 2024 - USP - Residência Profissional - Odontologia Bucomaxilofacial |
FUVEST - 2024 - USP - Residência Profissional - Psicologia |
FUVEST - 2024 - USP - Residência Profissional - Saúde Pública/Saúde Coletiva |
FUVEST - 2024 - USP - Residência Profissional - Serviço Social |
FUVEST - 2024 - USP - Residência Profissional - Medicina Veterinária Pequenos Animais |
FUVEST - 2024 - USP - Residência Profissional - Nutrição |
Q4158112
Português
Texto associado
Leia o texto e analise a imagem a seguir.
Ser médico de (sua) família.
Boa parte dos médicos presta cuidados de saúde aos seus familiares. Um estudo americano revelou que 99% dos médicos recebem pedidos de aconselhamento, diagnóstico ou tratamento de seus parentes. Diversos motivos conduzem ao estabelecimento desta singular relação médico-pessoa. O pedido expresso do parente constitui o motivo principal, realçando-se a proximidade familiar como atenuadora de custos e de inconveniências de deslocamento à unidade de saúde. A este fato somam-se o desconforto do médico em solicitar a observação por um colega e a inibição em recusar o uso do seu olhar clínico. O American College of Physicians e a American Medical Association desaconselham os cuidados prestados aos familiares. O Novo Código de Ética Médica brasileiro não refere este aspecto em seus artigos.
A literatura registra problemas que podem ser produto desta peculiar relação. A natureza informal do ambiente familiar poderá corroer a extensão da coleta de dados feita na anamnese, ao ser marcada pela ausência de registros clínicos e pela hesitação em questionar sobre hábitos nocivos ou sexuais. Tal poderá traduzir-se num menor rigor do diagnóstico. O comprometimento a estes níveis é também interpretado como consequência da interferência do excessivo envolvimento emocional na formulação do raciocínio médico.
Diversas interrogações permanecem perante aquele paciente que é também familiar. Uma delas não será, certamente, rara: não poderá a relação médico-paciente somar-se a uma relação familiar, com benefício para a pessoa, em determinadas situações clínicas? Pergunta-se, portanto, se o afeto existente na relação entre dois familiares e, concomitantemente numa relação médico-paciente, não constituirá, por si só, uma parte do tratamento.
José Agostinho Santos. Disponível em: rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/443. Adaptado.

Jean Galvão. Disponível no instagram do autor: @jeangalvao.
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