Mulher, 27 anos, asmática desde a infância, procura o pront...

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Q4196774 Medicina
Mulher, 27 anos, asmática desde a infância, procura o pronto-socorro com dispneia e tosse seca há dois dias. Exame clínico: PA 120x70 mmHg, FC = 101 bpm, FR = 24 ipm, SpO2 = 91%, consciente e orientada; apresenta sibilos difusos na ausculta pulmonar; ausculta cardíaca normal, com boa perfusão periférica. Após três ciclos de salbutamol e ipratrópio e uma dose de hidrocortisona parenteral, a paciente apresenta melhora parcial dos sintomas, com FR = 22 ipm, SpO2 = 93% e ausculta com menos sibilos. Realizado Peak flow cujo resultado foi de 150 L/min. A radiografia de tórax é normal, sem condensações.
A próxima conduta mais adequada é:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A decisão depende da persistência de exacerbação asmática importante apesar do tratamento inicial padrão na urgência, evidenciada por resposta apenas parcial aos broncodilatadores e corticosteroide sistêmico, com SpO2 ainda reduzida e peak flow de 150 L/min, compatível com obstrução importante; nesse cenário, o adjuvante indicado é o sulfato de magnésio intravenoso.

Tema central: Asma aguda grave
Análise das alternativas
A
Errada
Prednisona não resolve o problema decisivo desta etapa, porque a paciente já recebeu corticosteroide sistêmico na forma de hidrocortisona parenteral. O que falta agora não é iniciar outro corticoide sistêmico, mas intensificar a broncodilatação diante da resposta parcial e do peak flow persistentemente muito baixo.
B
Errada
Amoxicilina está errada porque não há evidência de infecção bacteriana pulmonar. A tosse é seca e a radiografia não mostra condensações. Antibiótico não é tratamento rotineiro de exacerbação asmática sem suporte clínico ou radiográfico para pneumonia bacteriana.
C
Errada
Teofilina intravenosa não é a melhor terapia adjuvante nesse contexto, porque tem benefício adicional limitado e maior potencial de toxicidade, inclusive cardiovascular e neurológica. Entre as opções de escalonamento na crise aguda, o magnésio intravenoso é a escolha apropriada segundo o manejo consolidado descrito na base.
D
Certa
O sulfato de magnésio intravenoso é indicado porque a paciente permanece em crise asmática aguda com gravidade relevante após SABA, ipratrópio e corticosteroide sistêmico, sem resolução objetiva da obstrução. O peak flow de 150 L/min e a hipoxemia residual mostram refratariedade parcial ao esquema inicial e justificam a intensificação broncodilatadora com magnésio IV.
E
Errada
Montelucaste de sódio está errado porque é fármaco de controle/adjunto crônico e não medicação de resgate em pronto-socorro. A situação é de exacerbação aguda com necessidade de intervenção broncodilatadora imediata, e não de ajuste de manutenção.
Pegadinha da questão
A banca explora a melhora parcial clínica para induzir falsa sensação de resolução, mas o dado que mata a questão é o peak flow de 150 L/min após o tratamento inicial, que mantém a crise como importante e exige escalonamento. Outra armadilha é confundir medicamento ligado à asma em geral, como montelucaste, com droga útil na urgência.
Dica para questões semelhantes
  • Em crise asmática no pronto-socorro, diferencie tratamento inicial padrão de escalonamento após resposta insuficiente.
  • Valorize o peak flow pós-tratamento: melhora subjetiva com fluxo expiratório ainda muito baixo não encerra a crise.
  • Antibiótico só entra se houver evidência de infecção bacteriana; tosse isolada não justifica.
  • Separe fármacos de resgate dos controladores crônicos: montelucaste não substitui terapia aguda.

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