Caso Clínico: Paciente de 94 anos, feminino, caquética, debi...

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Q3699295 Enfermagem
Caso Clínico: Paciente de 94 anos, feminino, caquética, debilitada, com diversas lesões por pressão (LP), sensório rebaixado, em tratamento de câncer com estágio avançado, acompanhada pela equipe da Atenção Primária. Admitida em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com quadro de vômitos, respiração ruidosa “sororoca” e fácies de dor.

Diante dessa situação e em consonância com os princípios éticos e legais do exercício profissional, marque a opção CORRETA
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O caso reúne achados de terminalidade/agonia — câncer avançado, caquexia, grande fragilidade, lesões por pressão, sensório rebaixado, respiração ruidosa e fácies de dor —, o que indica cuidados paliativos exclusivos com prioridade de conforto e rejeição de medidas fúteis ou desproporcionais, sem indicação de UTI ou intubação.

Tema central: Terminalidade e paliativos exclusivos
Análise das alternativas
A
Errada
Embora traga a ideia de conforto e de evitar medidas fúteis, erra ao afirmar "mitigar a ortotanásia". Ortotanásia não é algo a ser reduzido; é a conduta eticamente compatível no fim de vida, ao permitir a evolução natural da morte com alívio do sofrimento e sem obstinação terapêutica. Além disso, o quadro aponta para cuidados paliativos exclusivos.
B
Errada
O erro está na classificação como cuidados paliativos precoces. Paliativo precoce se integra mais cedo ao tratamento modificador da doença; aqui, os sinais clínicos indicam terminalidade avançada, com meta assistencial voltada apenas ao conforto, sem indicação de terapia intensiva.
C
Errada
A alternativa contradiz o próprio conceito de cuidados paliativos exclusivos ao indicar intubação imediata e transferência para UTI. No contexto de câncer avançado, caquexia, rebaixamento do sensório e sinais de agonização, essa é uma conduta invasiva e desproporcional, sem benefício esperado.
D
Certa
A alternativa D é a única compatível com o cenário clínico descrito. Em doença avançada irreversível e com sinais de fase final de vida, a assistência deve se concentrar em alívio do sofrimento e medidas de conforto, evitando intervenções fúteis e não encaminhando para UTI, pois não há benefício clínico relevante para suporte invasivo nesse contexto.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre paliativo precoce e paliativo exclusivo e o erro conceitual sobre ortotanásia, quando o inadequado no fim de vida é a distanásia/obstinação terapêutica.
Dica para questões semelhantes
  • Ao identificar câncer avançado, caquexia, declínio funcional e sinais de agonização, pense em terminalidade e cuidados paliativos exclusivos.
  • Nessa fase, a resposta correta costuma priorizar conforto e excluir UTI, intubação ou outras medidas desproporcionais.
  • Diferencie paliativo precoce de paliativo exclusivo: o primeiro acompanha o tratamento da doença; o segundo assume apenas conforto.
  • Se aparecer ortotanásia, lembre que ela é compatível com a boa prática no fim de vida; o erro é sustentar distanásia.

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