Durante o desenvolvimento de um protocolo de PCR, o desenho...
I. A porcentagem recomendada do conteúdo GC é de 40% a 60%.
II. A terminação 3’ deve ser rica em AT.
III. Repetições de bases invertidas ou sequências auto complementares são recomendadas.
As afirmativas I, II e III são, respectivamente:
Gabarito comentado
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Gabarito: E (V, F, F)
Tema central: desenho de primers para PCR. Um bom primer equilibra estabilidade e especificidade: 40–60% de GC, 18–25 nt, Tm ~55–65 ºC (par com Tm semelhante), sem autoacomplementaridade e com “GC clamp” no 3’. Essas regras reduzem “mispriming”, hairpins e primer-dimers, aumentando o rendimento e a especificidade (Molecular Cloning; PCR Protocols; diretrizes MIQE para qPCR).
Justificativa da alternativa correta:
I. Verdadeira. Conteúdo GC entre 40–60% confere estabilidade adequada de anelamento sem elevar demais o Tm, evitando ligação inespecífica ou fraca. Referências laboratoriais clássicas recomendam esse intervalo (Sambrook & Russell; NEB/Thermo Fisher guidelines).
II. Falsa. A extremidade 3’ não deve ser rica em AT. Bases A/T têm 2 pontes de H e favorecem desalinhamentos; recomenda-se um “GC clamp” (1–2 G/C no 3’) para melhorar o início da extensão pela DNA polimerase e a especificidade (MIQE; PCR Protocols).
III. Falsa. Repetições invertidas e sequências auto-complementares promovem hairpins e primer-dimers, competindo com o alvo e reduzindo o produto específico. Por isso, devem ser evitadas (manuais de PCR e fabricantes).
Análise das alternativas incorretas:
A (V, V, F): Erra ao considerar a II verdadeira; falta de GC clamp e 3’ rico em AT prejudicam a amplificação.
B (F, V, F): Erra duas vezes: I não é falsa (40–60% é recomendado) e II não é verdadeira.
C (V, F, V): Erra a III; auto-complementaridade não é recomendada, por causar estruturas secundárias.
D (F, V, V): Combina os erros de I e III, além de manter a II como verdadeira indevidamente.
Estratégias para a prova: Procure por pistas clássicas: GC 40–60%, 3’ com G/C, e evitar repetições/auto-complementaridade. Desconfie de enunciados que sugerem “3’ rico em AT” ou “recomendar repetições invertidas” — são pegadinhas recorrentes. Na prática, confira Tm semelhante entre o par de primers e verifique especificidade com BLAST.
Referências úteis: Molecular Cloning: A Laboratory Manual (Sambrook & Russell); PCR Protocols (Innis et al.); Diretrizes MIQE (Clin Chem 2009); manuais NEB/Thermo Fisher.
Conclusão: Apenas a combinação V, F, F está alinhada às boas práticas de desenho de primers para PCR, logo a correta é E.
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