Com base nas ideias e nos aspectos gramaticais do texto apre...
Com base nas ideias e nos aspectos gramaticais do texto apresentado, julgue (C ou E) o item a seguir.
Infere-se do texto que “a visão comungante e oblíqua” que o narrador tem das coisas é resultado da forma como se deu sua infância.
- Gabarito Comentado (1)
- Aulas (1)
- Comentários (4)
- Estatísticas
- Cadernos
- Criar anotações
- Notificar Erro
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Tema da questão: Interpretação de texto — inferência com base na coesão causal (relação de causa e efeito no discurso).
Estratégia de leitura para este item
- Busque marcadores de causa no texto: palavras e construções que indicam origem/motivo, como “porque”, “vem de”, “trago de”, “raízes”.
- Identifique repetições e paralelismos que reforçam uma ideia: a sequência “o menino e os bichinhos / o menino e o rio / o menino e as árvores” sinaliza uma infância em intensa comunhão com a natureza, sustentando a conclusão.
- Relacione o termo-chave “visão comungante e oblíqua” com a origem declarada pelo narrador: expressões como “vem de eu ter sido criança” e “trago de minhas raízes” apontam diretamente a causa.
Comentário do item (Certo)
A assertiva é CERTA. O narrador atribui explicitamente sua “visão comungante e oblíqua” ao modo como viveu a infância, marcada por comunhão com a natureza. Há nexo causal claro: ele afirma que essa visão “vem de” ter sido criança em um lugar de “transfusão da natureza”, e que a traz de suas “raízes” infantis. Esses elementos lexicais (vem de, trago de, raízes) funcionam como gatilhos linguísticos de causa/origem, confirmando que a visão resulta da infância.
Observações linguísticas úteis
- Coesão causal: a conjunção “porque” e construções como “vem de” introduzem motivo/causa, de acordo com a gramática normativa (cf. Bechara; Cunha & Cintra, ao tratarem das conjunções causais e da regência verbal).
- Regência de “vir de”: a locução indica origem/causa (“decorre de”, “resulta de”), reforçando a leitura de que a visão é resultado da infância.
- Vocabulário e figura de linguagem: “oblíqua/oblíquo” (grafia conforme VOLP) e “paradoxo” (ex.: “o escuro me ilumina”) reforçam a natureza poética dessa visão, mas não anulam a sua causa declarada.
Pegadinha evitada
O verbo “inferir” pode sugerir leitura implícita; porém, aqui a relação é explícita no texto por meio dos marcadores de causa. Assim, a conclusão não é especulativa: é sustentada pela própria enunciação.
Gabarito: C – Certo
Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!
Clique para visualizar este gabarito
Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo
Comentários
Veja os comentários dos nossos alunos
"Então eu trago de minhas raízes crianceiras a visão comungante e obliqua das coisas."
É COMO SE ELE DISSSESSE QUE É DEVIDO A COMO PASSOU A INFÂNCIA QUE TINHA ESSA VISÃO DAS COISAS.
Questão correta.
A "visão comungante e oblíqua das coisas” decorre de sua infância vivida em contato direto com a natureza, na comunhão com formigas, pássaros, árvores e rios.
Infere-se: interpretação de texto; é o que não está expressamente escrito, mas surge de uma conclusão que advém do que se compreende (o que está expresso) e do conhecimento prévio do leitor
Apesar de não ser bem uma inferência, pois o que se pede na questão está literalmente escrito no texto, a questão está correta.
Clique para visualizar este comentário
Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo