A citometria de fluxo tem como principal característica met...
Gabarito comentado
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Tema central: a citometria de fluxo é uma técnica de análise multiparamétrica de células/partículas em suspensão, avaliando simultaneamente vários marcadores em cada célula, em alta velocidade e de forma individual (“evento a evento”).
Alternativa correta – A: análise multiparamétrica de células ou partículas. A principal característica metodológica da citometria é medir, ao mesmo tempo, múltiplos parâmetros por célula: FSC (tamanho), SSC (complexidade/granulosidade) e diversas fluorescências de fluorocromos ligados a anticorpos (ex.: CD3, CD4, CD8). Isso permite imunofenotipagem, avaliação de ciclo celular, viabilidade e funções celulares. Os instrumentos modernos detectam dezenas de marcadores simultaneamente com lasers e filtros, com compensação espectral, analisando milhares de eventos por segundo. Referências clássicas: Shapiro – Practical Flow Cytometry; UpToDate (Flow cytometry: Principles); uso consolidado em hematologia segundo a WHO Classification of Tumours of Haematolymphoid Tissues.
Por que as demais estão incorretas?
B – “características bioquímicas”: embora existam ensaios funcionais (espécies reativas de oxigênio, cálcio intracelular), a ênfase metodológica não é “bioquímica” isolada, mas a medição simultânea de múltiplos parâmetros físicos e fluorescentes por célula. A literalidade “bioquímica” reduz indevidamente o escopo.
C – “molecular”: análise molecular (DNA/RNA, mutações) é domínio de PCR, NGS e hibridização. A citometria mede sobretudo proteínas (antígenos) e propriedades ópticas. Pode estimar conteúdo de DNA/ploidia, mas não é técnica “molecular” no sentido genômico.
D – “número limitado de células”: o oposto é verdadeiro. A citometria se destaca por alto throughput, processando grandes números (10⁴–10⁶ eventos) rapidamente, com robustez estatística.
E – “citogenética”: citogenética envolve cariótipo e FISH; não é o foco da citometria convencional. Existe “flow-FISH” em nichos específicos, mas a técnica padrão não é citogenética.
Dica de prova: atente para a expressão “principal característica metodológica”. Quando o enunciado pede isso, a chave é “análise multiparamétrica em célula única”, com FSC/SSC e múltiplas fluorescências. Termos como “molecular” ou “citogenética” costumam ser armadilhas.
Aplicação prática (clínica/veterinária): imunofenotipagem de leucemias/linfomas (CD markers), monitoramento de linfócitos em imunodeficiências, avaliação de espermatozoides e de subpopulações leucocitárias em animais. Diretrizes e revisões (UpToDate; WHO; CLSI/ICCS) reforçam a multiparametricidade como núcleo da técnica.
Gabarito: A
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