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Ano: 2025 Banca: IDCAP Órgão: UEFS Prova: IDCAP - 2025 - UEFS - Técnico em Laboratório |
Q3364026 Veterinária
A microscopia eletrônica utiliza feixes de elétrons para exibir detalhes subcelulares em alta resolução, revelando estruturas antes inacessíveis à observação direta e ampliando o conhecimento sobre funções celulares. Analise as afirmativas a seguir:

I. O comprimento de onda curto dos elétrons permite observar detalhes subcelulares além dos limites do microscópio óptico.
II. A microscopia eletrônica viabiliza a análise de organelas como mitocôndrias e dictiossomos com alto grau de definição.
III. Essas técnicas possibilitam o estudo de células vivas sem qualquer preparação prévia, dispensando o uso de vácuo e metalização.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas

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Tema central: Microscopia eletrônica (ME) e sua capacidade de revelar detalhes subcelulares com resolução muito superior à da microscopia óptica, além das exigências de preparo da amostra (vácuo, fixação e metalização).

Alternativa correta: B – I e II, apenas.

I. Verdadeira. Elétrons possuem comprimento de onda muito curto (da ordem de picômetros), o que permite resolver estruturas além do limite da luz (~200 nm). Na ME de transmissão (MET), a resolução pode chegar a ~0,2–1 nm, possibilitando visualizar membranas, complexos macromoleculares e detalhes finos. Referências clássicas: Alberts – Molecular Biology of the Cell; Bozzola & Russell – Electron Microscopy.

II. Verdadeira. A ME oferece alto grau de definição de organelas como mitocôndrias (cristas, membranas) e dictiossomos (pilhas do aparelho de Golgi). A MET mostra cortes ultrafinos internos; a ME de varredura (MEV) detalha a topografia da superfície. Estudos de ultraestrutura são clássicos em histologia (Junqueira & Carneiro – Histologia Básica).

III. Falsa. A ME não permite estudar células vivas sem preparo. De modo padrão, exige: vácuo (elétrons se dispersam no ar), fixação química (glutaraldeído, tetróxido de ósmio), desidratação, inclusão em resina e ultramicrotomia (MET); e metalização por sputtering (MEV). Técnicas como cryo-EM reduzem artefatos, mas ainda não são observações de células vivas em condições fisiológicas. O environmental SEM mitiga o vácuo, porém não substitui o preparo clássico. Essas exigências são consenso em manuais de ME (Bozzola & Russell; Goldstein et al., Scanning Electron Microscopy and X-Ray Microanalysis).

Por que a alternativa B é a correta? Porque reconhece o ganho de resolução (I) e a definição de organelas (II), mas rejeita a afirmação incorreta sobre observação de células vivas sem preparo (III).

Análise das alternativas incorretas

A (I, II e III): Inclui a III, que é falsa pelas exigências de vácuo/metalizaç��o e preparo da amostra.

C (II apenas): Desconsidera o princípio físico essencial da ME (comprimento de onda curto dos elétrons) afirmado em I.

D (I e III): Mantém a III (falsa) e exclui a II, apesar de a ME definir muito bem mitocôndrias e dictiossomos.

Dica de prova: Identifique termos-chave como vácuo, metalização e fixação. Se o enunciado disser “células vivas” + “sem preparo”, isso é um sinal de erro para microscopia eletrônica. Associe: MET = interior/ultrafinos; MEV = superfície/topografia.

Referências úteis: Alberts B. Molecular Biology of the Cell; Bozzola JJ & Russell LD. Electron Microscopy; Junqueira & Carneiro. Histologia Básica; Goldstein J et al. Scanning Electron Microscopy and X-Ray Microanalysis.

Gabarito: B

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