Uma gestante com trinta e seis semanas completas de id...

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Q781027 Medicina

Uma gestante com trinta e seis semanas completas de idade gestacional, sem trabalho de parto foi admitida em um hospital com o seguinte quadro clínico: membranas amnióticas íntegras; feto em apresentação pélvica; ausência de sangramentos ou complicações maternas no período pré-natal. O médico constatou que o feto apresentava boas condições de vitalidade. O obstetra do pré-natal tentou realizar a manobra de versão cefálica externa mediante o consentimento da paciente.

Com base no caso clínico apresentado, julgue o item subsequente.

Caso o feto mencionado permaneça em apresentação pélvica no termo, a conduta mais adequada é programar a cesariana eletiva por volta das trinta e oito semanas com a intenção de reduzir a mortalidade perinatal e a morbidade neonatal.

Alternativas

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Gabarito: Errado

Tema central: Condução obstétrica diante de gestante a termo (36 semanas completas) com feto em apresentação pélvica e membranas íntegras, destacando o momento apropriado para cesariana eletiva.

Justificativa para a alternativa correta:

Segundo a Diretriz Nacional de Assistência ao Parto Normal, “a operação cesariana programada por apresentação pélvica é recomendada a partir de 39 semanas de idade gestacional. Sugere-se aguardar o início do trabalho de parto”. Isso ocorre porque a realização da cesariana antes de 39 semanas está associada a maior risco de complicações respiratórias neonatais, decorrentes da chamada prematuridade relativa. Assim, o objetivo é realizar a cesariana no momento em que a maturidade fetal está mais garantida, reduzindo eventos adversos neonatais.

Análise da alternativa incorreta:

A questão afirma que a conduta ideal seria programar cesariana em 38 semanas, porém:

  • Não está em acordo com os protocolos nacionais, que recomendam aguardar até 39 semanas.
  • Pode aumentar riscos neonatais: realizar cesárea antes de 39 semanas expõe o recém-nascido ao risco de complicações respiratórias e maior necessidade de cuidados intensivos.
  • Conduta recomendada: Se a versão cefálica externa falhou ou está contraindicada, aguarda-se até 39 semanas e, preferencialmente, o início espontâneo do trabalho de parto para indicação da cesariana eletiva.

Pegadinha identificada: A principal armadilha é sugerir que a antecipação do parto (38 semanas) reduz riscos, quando, atualmente, sabe-se que a plena maturidade pulmonar ocorre após 39 semanas na maioria dos fetos sem complicações. Fique atento ao número específico de semanas — 38 ainda não é o recomendado.

Estratégia para provas: Sempre confirme nas alternativas o marco gestacional proposto para intervenções eletivas e lembre-se: em apresentação pélvica a conduta atualmente prioriza a cesariana somente a partir de 39 semanas, exceto situações especiais.

Base técnico-científica:

Esta conduta é respaldada por evidências científicas e reiterada pelo Ministério da Saúde e grandes revisões sistemáticas (ex: UpToDate), afirmando: “A realização de cesarianas antes de 39 semanas está relacionada a piores desfechos neonatais”.

Resumo final: A alternativa está errada, pois a cesariana eletiva em apresentação pélvica só é recomendada a partir de 39 semanas, preferencialmente após início de trabalho de parto. Isso garante melhor prognóstico neonatal e está alinhado ao que orientam as diretrizes nacionais.

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Comentários

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O texto apresentado está errado porque a conduta mais adequada para um feto em apresentação pélvica no termo não é programar a cesariana eletiva por volta das 38 semanas. A primeira opção seria tentar realizar a versão cefálica externa, que é a tentativa de virar o feto do lado oposto ao que ele está, para que ele possa nascer de cabeça primeiro. Se a versão não for bem-sucedida, pode-se optar pelo parto vaginal. A cesariana é uma opção quando há complicações que impedem o parto vaginal, e não deve ser realizada rotineiramente em casos de apresentação pélvica. O objetivo é sempre buscar o parto vaginal, desde que seja seguro tanto para a mãe quanto para o bebê.

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