As partes de um texto precisam ser bem articuladas para a c...
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Gabarito comentado
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Tema central: Interpretação de Texto – Coerência e explicitação de ideias
A questão exige que o candidato compreenda como as partes de um texto se articulam para construir o sentido geral, envolvendo coerência (lógica entre as ideias) e coesão (ligação gramatical e semântica).
Justificativa da alternativa correta (D):
A última frase do primeiro parágrafo (“Quanto mais extensa em anos a experiência em tocar um instrumento, mais as habilidades cognitivas permanecem bem conservadas na velhice.”) explicita a “ligação” citada na frase anterior. Ou seja, torna mais clara a relação mencionada, detalhando como e em que medida o aprendizado musical atua sobre as habilidades cognitivas com o passar dos anos.
Como ensina Ingedore Koch (“Coerência textual”, 1992), a explicitação ocorre quando um termo mais amplo (no caso, “ligação”) é desdobrado ou especificado logo em seguida, para evitar ambiguidades e garantir clareza ao leitor. É essa a função da frase em destaque.
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta – Não há referência numérica ou dados estatísticos nessa afirmação.
B) Incorreta – O método da pesquisa é tratado no parágrafo seguinte, não nesta frase.
C) Incorreta – Não há repetição exata da ideia; a frase aprofunda, qualificando a relação.
E) Incorreta – Não há qualquer indicação de data ou época nessa frase.
Estratégias para provas futuras:
- Procure identificar termos amplos (“ligação”, “influência”, “efeito”) e, em seguida, observe se há partes do texto que detalham ou esclarecem esses termos.
- Desconfie de alternativas que tratam de conteúdos não presentes explicitamente no trecho em análise (números, datas, métodos, repetições idênticas).
- Lembre-se da coerência textual: partes do texto normalmente dialogam para formar uma sequência lógica e facilitar a compreensão do leitor.
Referências: Koch & Travaglia, “A coerência textual”; Cunha & Cintra, “Nova Gramática do Português Contemporâneo”.
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Pesquisadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia, descobriram uma ligação entre aprender um instrumento musical na infância ou adolescência e ter uma mente mais “jovem” quando a idade já está bem avançada. Quanto mais extensa em anos a experiência em tocar um instrumento, mais as habilidades cognitivas permanecem bem conservadas na velhice.
Perceba que existe um elo entre aprender instrumentos na juventude e ter uma mente jovem quando na idade avançada. Do mesmo modo, quanto mais tempo de experiência em tocar instrumentos, mais as habilidades cognitivas se permanecem conservadas.
Gabarito oficial, d.
O erro da alternativa "C" é afirmar que a última frase do primeiro parágrafo reitera exatamente a mesma informação apresentada na frase anterior. Há, evidentemente, acréscimo de informações, não sendo mera repetição do que já foi dito.
D
Alternativa "C" erra ao afirmar que a última frase do primeiro parágrafo reitera exatamente a mesma informação apresentada na frase anterior. Há, evidentemente, acréscimo de informações, não sendo mera repetição do que já foi dito.
Gabarito: letra E
A questão nos pergunta qual foi o recurso sintático usado para fazer um contraste temporal no primeiro período do texto. Vejamos o primeiro período do texto:
→ Pesquisadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia, descobriram uma ligação entre aprender um instrumento musical na infância ou adolescência e ter uma mente mais “jovem” quando a idade já está bem avançada.
Qual o contraste temporal? Na infância ou adolescência vs quando a idade já está bem avançada. A expressão "na infância ou adolescência" é um adjunto adverbial de tempo. A expressão "quando a idade já está bem avançada" também é um adjunto adverbial de tempo. Contudo, como esse adjunto adverbial de tempo está em forma de oração, ele recebe um nome especial: oração subordinada adverbial temporal.
Com isso, podemos marcar nosso gabarito, que é a letra E: o uso de um adjunto adverbial e de uma oração subordinada desenvolvida.
Orações desenvolvidas são aquelas que se iniciam por conjunções ou pronomes relativos. As orações reduzidas, por sua vez, não são iniciadas por conjunções ou pronomes relativos. Ela apresentam o verbo em uma de suas formas nominais: gerúndio, infinitivo ou particípio. Vejamos um exemplo:
Oração desenvolvida: Quando o filme terminou, fomos a um restaurante. [Oração subordinada adverbial temporal. Quando é uma conjunção com valor de tempo]
Agora observe a mesma oração, sendo que reduzida: Terminado o filme, fomos a um restaurante.
Percebeu a forma nominal do verbo? Qual das três formas foi usada? O particípio. Percebeu, também, que a oração reduzida NÃO se inicia com conjunção? Chamamos essa oração de oração subordinada adverbial temporal reduzida de particípio. Portanto, quando reduzimos "Quando terminou o filme" para "Terminado o filme", temos agora uma oração reduzida.
FONTE: TEC CONCURSOS
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