A avaliação do Traumatismo Cranioencefálico (TCE) grave env...

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Q3912899 Medicina
A avaliação do Traumatismo Cranioencefálico (TCE) grave envolve a compreensão de lesões primárias, secundárias e o uso de biomarcadores prognósticos. Sobre a fisiopatologia e o diagnóstico do TCE grave, assinale a alternativa correta.
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O ponto que resolve a questão é reconhecer que a S100B tem valor prognóstico no TCE grave, sem servir como critério isolado para conduta, enquanto a LAD é lesão primária e a classificação de Marshall não é método diagnóstico específico dessa lesão.

Tema central: TCE grave e biomarcadores
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque atribui à ausência de S100B sérica a capacidade de descartar com segurança a necessidade de monitorização da PIC no TCE grave. Pela base, S100B não substitui avaliação clínica, tomográfica nem critérios de monitorização intracraniana. O erro médico é confundir biomarcador prognóstico com ferramenta autônoma para excluir hipertensão intracraniana ou dispensar monitorização.
B
Certa
A alternativa B está correta porque descreve a S100B dentro do seu papel real no TCE grave: biomarcador de lesão glial/astrocitária com valor prognóstico. Pela base, níveis séricos persistentemente elevados nas primeiras 72 horas se associam a maior carga lesional, maior gravidade estrutural em avaliações tomográficas globais e pior desfecho neurológico. O acerto da alternativa está em atribuir correlação prognóstica, sem transformar a S100B em teste diagnóstico definitivo nem em critério isolado de conduta.
C
Errada
Está errada porque a classificação de Marshall não é padrão-ouro para diagnóstico de LAD e não quantifica volume de lesões de cisalhamento na substância branca profunda. Pela base, Marshall organiza achados tomográficos globais do TCE e não serve para diagnóstico específico de lesão axonal difusa.
D
Errada
Está errada por dois motivos independentes. Primeiro, a LAD é lesão primária, causada por forças de aceleração-desaceleração/rotação com cisalhamento axonal no momento do trauma, e não lesão secundária por cascata inflamatória e edema. Segundo, a TC inicial tem baixa sensibilidade para LAD, especialmente nas formas não hemorrágicas; portanto, não se pode dizer que o diagnóstico é primariamente feito por petequias no corpo caloso visíveis na TC inicial.
Pegadinha da questão
A banca mistura uma verdade parcial sobre S100B e sobre alterações secundárias pós-TCE com extrapolações indevidas: transformar S100B em critério isolado de conduta, chamar LAD de lesão secundária e tratar Marshall como método diagnóstico específico para LAD.
Dica para questões semelhantes
  • Se o item transformar biomarcador em critério isolado para indicar ou dispensar conduta invasiva no TCE grave, desconfie.
  • LAD deve ser lembrada como lesão primária por cisalhamento axonal, mesmo que haja piora secundária posterior.
  • Marshall classifica gravidade tomográfica global do TCE; não serve para diagnosticar especificamente LAD.
  • TC inicial pouco expressiva não exclui LAD, porque sua sensibilidade para esse tipo de lesão é limitada.

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Comentários

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A resposta correta é B - A proteína S100B, um biomarcador de lesão astrocitária, possui valor prognóstico no TCE grave; níveis séricos persistentemente elevados nas primeiras 72 horas após o trauma correlacionam-se com maior gravidade tomográfica (conforme escores como o de Marshall) e pior desfecho neurológico.

Alternativa D: A LAD é uma lesão primária, não secundária. Ocorre no momento do impacto devido a forças de cisalhamento que causam estiramento e ruptura axonal. Não resulta de cascata inflamatória ou edema cerebral (que são fenômenos secundários). Além disso, muitos casos de LAD são não-hemorrágicos e invisíveis na TC inicial, sendo melhor detectados por ressonância magnética.

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