No manejo diagnóstico da Doença do Refluxo Gastroesofágico (...

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Q3908879 Medicina
No manejo diagnóstico da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), a escolha dos exames complementares deve ser criteriosa. Com base nas diretrizes atuais e nos métodos de avaliação esofágica, assinale a alternativa correta. 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: Na suspeita de DRGE com sintomas típicos e sem sinais de alarme, a diretriz ACG 2022 recomenda tentativa empírica de IBP antes da investigação invasiva; por isso, a alternativa que descreve teste terapêutico curto com IBP como estratégia inicial válida é a correta.

Tema central: Diagnóstico inicial da DRGE
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a esofagografia baritada não tem alta sensibilidade para detectar esofagite erosiva leve ou moderada, incluindo graus A e B de Los Angeles. O erro é atribuir ao contraste baritado capacidade diagnóstica para lesão erosiva discreta que ele não tem. Pela base, esse exame não deve ser usado isoladamente para diagnosticar DRGE nem para documentar esofagite leve.
B
Errada
Está errada porque a EDA não é padrão-ouro universal para o diagnóstico da DRGE na maioria dos pacientes sintomáticos. Muitos pacientes com sintomas típicos têm doença não erosiva, de modo que a endoscopia pode ser normal. Portanto, a afirmação falha em dois pontos: superestima a EDA como teste definitivo e diz que ela identifica alterações macroscópicas na maioria dos casos, o que a base nega expressamente.
C
Errada
Está errada porque a manometria esofágica de alta resolução não confirma refluxo ácido patológico e não deve ser realizada rotineiramente como teste inicial para esse fim. Seu papel é avaliar motilidade, localizar o esfíncter inferior e auxiliar no planejamento de outros exames ou de cirurgia. O critério de exclusão é direto: manometria não mede exposição ácida nem quantifica episódios de refluxo.
D
Errada
Está errada porque a impedância-pHmetria não detecta apenas refluxo não ácido. Segundo a base, ela detecta refluxo ácido, fracamente ácido e não ácido, além de permitir correlação temporal entre sintomas e episódios de refluxo. Logo, é falso dizer que ela é irrelevante para refluxo ácido; na prática, ela amplia a avaliação justamente por abranger diferentes características químicas do refluxato.
E
Certa
A alternativa E está correta porque, na suspeita de DRGE com sintomas típicos e ausência de sinais de alarme, a diretriz citada na base sustenta tentativa empírica com IBP em dose plena por curto período como estratégia inicial válida. O fundamento é prático e diagnóstico: nesse cenário, o diagnóstico pode ser inicialmente sindrômico/empírico, sem necessidade de EDA, manometria ou outros exames como primeiro passo. A própria base ressalta que isso é estratégia confiável para a abordagem inicial, embora não constitua confirmação definitiva em todos os casos.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre exame complementar importante e exame inicial correto: EDA não é o teste definitivo para todos os casos, manometria não diagnostica refluxo, e a abordagem inicial típica sem sinais de alarme pode ser empírica com IBP.
Dica para questões semelhantes
  • Em DRGE com sintomas típicos e sem sinais de alarme, pense primeiro em estratégia empírica com IBP, não em exame invasivo inicial.
  • EDA normal não exclui DRGE, porque muitos pacientes têm forma não erosiva.
  • Manometria avalia motilidade; quem documenta refluxo é a monitorização ambulatorial, especialmente pHmetria/impedância-pHmetria.
  • Impedância-pHmetria não substitui a avaliação do refluxo ácido; ela a amplia ao incluir refluxo ácido e não ácido.

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